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07/12/2009 - 18h35

Em reunião, ministros do Mercosul debatem acordo com a UE

ANSA
MONTEVIDÉU, 7 DEZ (ANSA) - Os chanceleres e ministros da Economia do Mercosul, reunidos em Montevidéu, chegaram hoje a um acordo para retomar as negociações com a União Europeia (UE) para a assinatura de um tratado de cooperação bilateral.A 38ª Reunião do Conselho de Mercado Comum, que antecede a cúpula de chefes de Estado do bloco, marcada para amanhã, contou com a presença dos chanceleres Pedro Vaz, do Uruguai, Jorge Taiana, da Argentina, e dos vice-chanceleres Antonio de Aguiar, do Brasil, e Jorge Lara Castro, do Paraguai.Para o ministro das Relações Exteriores da Argentina, os aspectos "mais significativos" da reunião foram "a vontade política de fazer um esforço em relação à negociação UE-Mercosul" e "o avanço nos temas relacionados à integração produtiva"."Este foi um ano difícil pela situação internacional, e acredito que os países tomaram as medidas que melhor entenderam para defender sua produção, emprego e consumo", explicou Taiana.O ministro da Economia do Uruguai, Álvaro García, também enfatizou a "manifestação explícita de todos os integrantes do bloco de avançar na retomada das negociações com a União Europeia".Já o presidente da Comissão de Representantes Permanentes do Mercosul, Carlos Chacho Alvarez, disse que as relações entre UE e Mercosul poderiam ter um novo fôlego após a cúpula Ibero-Americana realizada em Portugal e a partir da liderança simultânea de Espanha e Argentina em seus blocos. Ambos os países assumirão as presidências rotativas da UE e do Mercosul, respectivamente.Alvarez, que já foi vice-presidente da Argentina, defendeu uma "reformulação e um debate mais profundo sobre o estado atual do Mercosul e seu desenvolvimento estratégico", lembrando que há órgãos internos do bloco que surgiram em 1994.O ministro da Economia do Uruguai disse que é possível notar "avanços" no tema das barreiras tarifárias comuns e confirmou que seu país promoverá o comércio com o Brasil usando moedas locais, sem a necessidade do dólar.O Uruguai "assinou com o Brasil este mecanismo", ressaltou García, acrescentando que "o desejável é que todos os países do bloco consigam" estabelecer esta prática no comércio bilateral.Na mesma linha, o ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, defendeu que o mecanismo se estenda a todos os países do Mercosul, como forma de evitar "a tensão do dólar". Brasil e Argentina já firmaram uma parceria para prescindir da moeda norte-americana em negociações bilaterais.Boudou contou que a experiência "teve muito êxito, a quantidade de intercâmbio cresceu 17% mês a mês". Segundo ele, "apesar de o montante hoje ser pequeno, cerca de US$ 300 milhões, acreditamos que haverá um crescimento de dez vezes durante o ano de 2010".Na cúpula de chefes de Estado de amanhã, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, passará a presidência de turno do Mercosul à mandatária argentina, Cristina Kirchner. A reunião será a última de Vázquez e a primeira do presidente eleito do Uruguai, José Mujica, que tomará posse em março.Os presidentes do Paraguai, Fernando Lugo, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também irão ao encontro.

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