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08/12/2009 - 19h04

Candidatos à presidência chilena prometem priorizar a América Latina

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 8 DEZ (ANSA) - Os principais candidatos à presidência do Chile, que disputarão o cargo nas eleições marcadas para domingo, garantiram durante suas respectivas campanhas que a política exterior do país continuará centrada na América Latina após o fim do mandato de Michelle Bachelet, em março.

O opositor Sebastián Piñera, favorito à vitória segundo as pesquisas, mesmo sendo favorável a "uma relação especial e privilegiada com os Estados Unidos", enfatizou a importância de manter vínculos próximos com Brasil, Argentina e México.

"O Brasil é para nós um país fundamental, porque se transformou em uma potência mundial", assim como "o México pelo norte", disse o empresário, um dos homens mais ricos do Chile. "São dois países que dão estabilidade à nossa região", complementou.

Em relação à Argentina, nação com a qual o Chile divide mais de 4.000 quilômetros de fronteira, o candidato disse que quer "facilitar a integração, o intercâmbio de bens e a mobilidade das pessoas".

O deputado Marco Enríquez-Ominami, que saiu da coalizão Concertación, no poder desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990, para concorrer à presidência de forma independente, também mostrou interesse em "priorizar as relações" com os "vizinhos, buscando uma maior liderança de Brasil e México e uma participação mais ativa do Chile no contexto hemisférico".

"A América Latina é o nosso entorno natural e a base compartilhada de nossa história e cultura", analisou ele, que seria o terceiro mais votado no domingo, de acordo com as projeções.

O postulante governista, Eduardo Frei, ressaltou a vocação do país para a integração, o que segundo ele poderá fomentar a aproximação da América Latina com o mundo, tanto em aspectos políticos quanto econômicos.

Para tanto, ponderou ele, segundo colocado na disputa, "vamos usar a sintonia que temos com a nova política exterior dos Estados Unidos, nossas tradicionais boas relações com a Europa e a cada vez mais extensa relação com a China e os países da Ásia".

Os principais candidatos estão de acordo com o atual governo no que se refere ao processo movido pelo Peru no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, para pleitear mudanças nos limites marítimos binacionais.

Santiago se defende alegando que a atual configuração foi oficializada em acordos assinados na década de 1950.

Há, no entanto, discordâncias sobre o diálogo mantido com a Bolívia, que exige a recuperação de uma saída para o Oceano Pacífico, perdida para o Chile durante uma guerra travada entre 1879 e 1883.

Para Piñera, "não se pode criar falsas expectativas e não se pode cair na tentação de ceder território". Jorge Arrate, quarto colocado nos estudos de intenção de voto, por sua vez, considera "em erro estratégico enclausurar a Bolívia".

Já o candidato governista segue a postura adotada por Bachelet, de facilitar a saída aos produtos bolivianos pelos portos chilenos, enquanto Enríquez-Ominami propõe a criação de um "enclave sem soberania para a Bolívia".

Unasul

Quanto à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), Piñera tem questionado o papel desempenhado pelo bloco. Para ele, é necessário definir se é um órgão que de fato está "a serviço da integração e dos interesses de toda a América do Sul".

O esquerdista Arrate, por sua vez, defende a Unasul sob o argumento de que "o estreitamento dos vínculos é a chave do desenvolvimento" da região.

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