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08/12/2009 - 20h49

OEA elogia eleições bolivianas; números confirmam vitória de Evo

ANSA
WASHINGTON, 8 DEZ (ANSA) - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, disse hoje que as eleições realizadas na Bolívia no domingo demonstraram que o país "avança definitivamente na consolidação de sua democracia e na aplicação da nova Constituição", aprovada em referendo no início do ano.

Em uma nota difundida em Washington, onde está situada a sede do órgão multilateral, o secretário chamou a atenção para o bom nível de participação no pleito, "o mais alto" da história da Bolívia.

"O evento eleitoral se desenvolveu, de maneira geral, em um clima de convivência", diz o texto. "Apesar disso, houve algumas acusações entre partidos, denúncias pelo suposto uso inadequado de recursos públicos, questionamentos à organização e esporádicos comportamentos agressivos que felizmente não tiveram maior gravidade", ressaltou a OEA.

A entidade destacou ainda a "massiva" adesão dos eleitores -- de 93,8%, segundo a Corte Nacional Eleitoral -- "o que evidencia o avanço obtido em matéria de participação".

"O comportamento cívico do povo boliviano no dia das eleições indica o alto grau de maturidade política alcançado", diz a nota. "As eleições transcorreram em paz, o que representa um triunfo da comunidade, um acerto das autoridades e um notável avanço na instauração de uma democracia estável", prossegue o documento.

De acordo com os primeiros dados divulgados pela Corte Nacional Eleitoral da Bolívia, com 20% dos votos apurados, o presidente Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), obteve o apoio de 47,9% dos eleitores.

Seu principal adversário na disputa, o ex-governador de Cochabamba Manfred Reyes Villa, do Plano Progresso para a Bolívia (PPB), ficou com 41,4% dos sufrágios.

Pesquisas de boca-de-urna, porém, atribuem ao atual mandatário índices de preferência superiores a 60%, o que seria suficiente para lhe garantir a vitória já no primeiro turno.

União Europeia

Já a União Europeia, que enviou uma missão de observadores ao país andino, elogiou a "independência e a neutralidade" da Justiça Eleitoral boliviana, mas orientou o governo a "fortalecer as instituições".

O grupo de delegados europeus acompanhou a votação e elaborou um relatório, que foi apresentado nesta terça-feira. A chefe da missão, Renate Weber, disse que os bolivianos "demonstraram sua confiança no poder do voto".

A eurodeputada romena ressaltou, em contrapartida, que para o futuro do país é importante que "no processo de desenvolvimento legislativo da nova Constituição se fortaleçam as instituições do Estado de Direito".

No informe, a missão da UE assinala também que a "polarização política se transferiu" à imprensa, sendo que os meios de comunicação públicos "abusaram" da propaganda institucional "claramente pró-governo", enquanto os privados "deram maior espaço aos candidatos da oposição".

A União Europeia enviou à Bolívia 130 observadores de 24 nacionalidades. A missão permanecerá no país até 10 de janeiro para monitorar "a consolidação dos resultados" das eleições, nas quais Morales teria também obtido maiorias de dois terços na Câmara dos Deputados e no Senado, hoje controlado pela oposição.

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