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08/12/2009 - 13h30

Países do Mercosul decidem não reconhecer eleições em Honduras

ANSA
MONTEVIDÉU, 8 DEZ (ANSA) - Os presidentes dos países-membros do Mercosul expressaram hoje a "mais enérgica condenação" ao golpe de Estado em Honduras de 28 de junho e reiteraram o "total e pleno desconhecimento" das eleições, realizadas nesse país no dia 29 de novembro.

Os mandatários de Argentina, Cristina Kirchner; Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; Paraguai, Fernando Lugo, e Uruguai, Tabaré Vázquez, junto ao venezuelano Hugo Chávez -- cujo país ainda aguarda a ratificação de seu ingresso como membro pleno do grupo -- reiteraram "sua mais enérgica condenação ao golpe de Estado na República de Honduras" e consideraram "inaceitáveis as graves violações aos direitos humanos e às liberdades fundamentais do povo hondurenho".

Em um comunicado emitido ao término da 38ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, os líderes do bloco sul-americano manifestaram, "ante a não restituição do presidente Manuel Zelaya ao cargo para o qual foi democraticamente eleito pelo povo hondurenho, o total e pleno desconhecimento das eleições realizadas em 29 de novembro pelo governo de facto".

Os chefes de Governo do Mercosul afirmaram ainda que as votações "foram desenvolvidas em um ambiente de inconstitucionalidade e ilegalidade", o que constitui um "duro golpe aos valores democráticos da América Latina e do Caribe".

Em seus discursos, separadamente, os presidentes já haviam reiterado sua oposição ao reconhecimento da jornada eleitoral, que teria como vencedor o candidato Porfirio Lobo.

A crise em Honduras e o desenrolar dos fatos constituem "um perigosíssimo antecedente na região", disseram, por exemplo, Cristina Kirchner e Fernando Lugo. Já Chávez criticou os Estados Unidos, ao afirmar que este país "está apoiando o acontecimento [o golpe] sem vergonha alguma".

A 38ª Reunião do Conselho do Mercado Comum marca a transferência da presidência pro tempore do Mercosul do Uruguai à Argentina. Entre os temas discutidos destaca-se a negociação com a União Europeia, paralisada há anos e que deve ser retomada por Cristina durante sua gestão.

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