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08/12/2009 - 21h26

Peru anuncia compras militares, mas nega ter objetivos bélicos

ANSA
LIMA, 8 DEZ (ANSA) - O ministro peruano da Defesa, Rafael Rey, anunciou hoje que o país deu início a um processo de compras militares, mas apenas com o objetivo de recuperar a "capacidade de dissuasão" de suas Forças Armadas.

"Demos início a algumas aquisições militares que nos estão custando pela quantidade de recursos que significam, mas que são efetivamente indispensáveis", disse o ministro.

Rey fez questão de ressaltar, no entanto, que "o Peru não está comprando armamentos em excesso", o que segundo ele poderia desatar uma corrida armamentista na América do Sul. "Trata-se simplesmente de recuperar sua capacidade defensiva e dissuasiva."

O Peru, explicou, "segue na linha de dizer 'não' à corrida armamentista, mas tem o dever de prover as Forças Armadas dos meios necessários para que [a entidade] possa cumprir sua missão".

Recentemente, preocupado com o aumento de gastos militares na região, o presidente peruano, Alan García, propôs aos governos vizinhos a assinatura de um pacto de não-agressão.

A sugestão foi levada à União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e apresentada ao papa Bento XVI, com quem García se reuniu no Vaticano.

Além disso, Lima enviou alguns de seus ministros a diferentes países do subcontinente para disseminar uma campanha contra os gastos com armas e em prol do investimento social.

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