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09/12/2009 - 19h06

Em reunião, presidente chilena reitera disposição de comprar energia paraguaia

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 9 DEZ (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, e seu colega paraguaio, Fernando Lugo, reuniram-se hoje em Santiago e manifestaram a intenção comum de trabalhar por um acordo de integração energética entre os dois países.

"O Chile está interessado em adquirir energia elétrica do Paraguai para prover o norte do país. Estamos trabalhando por isso e faremos tudo o que for necessário para alcançar um acordo", indicou Bachelet.

O presidente paraguaio, por sua vez, destacou a relevância da cooperação e demonstrou otimismo quanto à conclusão de uma parceria para vender energia ao Chile. Lugo também se referiu à importância dos portos chilenos "para um país mediterrâneo", como definiu o Paraguai.

Ambos fizeram ainda questão de ressaltar que o intercâmbio bilateral vai além das boas relações mantidas pelos atuais governos dos dois países.

"O Paraguai é um país próximo e amigo, com o qual temos uma relação histórica de amizade. Nossa vontade comum é colaborar com o fortalecimento da democracia e da modernização do Estado paraguaio na região", disse Bachelet.

Honduras

A crise política hondurenha, desatada pelo golpe de Estado que tirou do poder o presidente Manuel Zelaya, no dia 28 de junho, também foi tema do encontro.

"Honduras está vivendo uma crise cuja superação, inclusive após a realização das eleições, exige um acordo nacional entre as partes, incluindo o presidente Manuel Zelaya", indicou a chilena.

Ontem, reunidos em Montevidéu, os presidentes dos países que integram o Mercosul -- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai -- aprovaram, com o respaldo da Venezuela, uma declaração na qual reiteraram a condenação ao golpe de Estado e garantiram que não reconhecerão o governo surgido das eleições realizadas no dia 29 de novembro.

O vencedor do pleito, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, deu início a uma série de viagens para buscar o reconhecimento de seu triunfo. Ele já foi à Costa Rica.

Os Estados Unidos reconheceram sua vitória, postura também adotada por Peru, Costa Rica, Colômbia e Panamá. Em contrapartida, Brasil, Argentina e Venezuela, entre outras nações, seguem exigindo a restituição de Zelaya.

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