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09/12/2009 - 16h55

Opositor lidera corrida por sucessão no Chile; governista está em segundo

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 9 DEZ (ANSA) - O opositor Sebastián Piñera, da Coalizão para a Mudança, e o governista Eduardo Frei, da Concertación, deverão conseguir as maiores quantidades de voto nas eleições de domingo, e com isso disputarão o segundo turno da sucessão presidencial, diz uma pesquisa divulgada pelo Centro de Estudos da Realidade Contemporânea.

De acordo com o levantamento, se a votação fosse hoje, Piñera, empresário tido como um dos homens mais ricos do país, ficaria com 44,1% das preferências, contra 31% de Frei, que já foi presidente entre 1994 e 2000.

Atrás estaria o deputado Marco Enríquez-Ominami, com 17,7% de apoio. Ominami é um dissidente da Concertación que decidiu concorrer de maneira independente. O ex-ministro Jorge Arrate, do Pacto Comunista, receberia 7,2% dos sufrágios.

Na pesquisa, coordenada pelo diretor do instituto, Carlos Huneeus, os votos dos indecisos -- equivalentes a 12% do total -- foram distribuídos pelos candidatos de acordo com outras opiniões manifestadas por estes eleitores nos questionários a que responderam.

Sobre a condição de Frei, Huneeus acredita que ele poderia ser vítima do que chamou de "espiral do silêncio", que é quando um candidato obtém nas urnas uma porcentagem de votos menor à que era projetada pelas pesquisas.

"Minha tese é que, desta vez, a 'espiral do silêncio' irá contra Eduardo Frei, e e não Sebastián Piñera, como ocorria historicamente", analisou ele. Em 2005, o empresário foi derrotado no segundo turno das eleições por Michelle Bachelet.

Huneeus ressaltou, porém, que o estudo foi elaborado com base em entrevistas feitas até o dia 3 de dezembro -- antes, portanto, de o juiz Alejandro Madrid ter revelado que o ex-presidente Eduardo Frei Montalva, pai do candidato governista, foi assassinado em 1982 supostamente a mando da ditadura do general Augusto Pinochet.

Há a expectativa de que a retomada do debate sobre o regime autoritário que vigorou no país entre 1973 e 1990 e os direitos humanos possa beneficiar a candidatura governista.

Em uma simulação de segundo turno, Piñera ganharia de Frei por 49% a 32%. Outros 8% disseram que não votariam neste caso, e 11% preferiram não opinar.

No cenário que reúne Ominami e Piñera, o empresário ganharia com 47% dos sufrágios, contra 35% do adversário.

Indagado sobre a possibilidade de que um opositor possa chegar ao poder após 20 anos de governos da Concertación, Huneeus disse à ANSA que o contexto da sucessão ainda está indefinido.

"Não descarto" a vitória da Coalizão para a Mudança no domingo, ainda no primeiro turno. "Mas, no segundo turno, tudo vai depender do que façam os [demais] candidatos, e Piñera pode perder a eleição", declarou.

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