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09/12/2009 - 21h51

Resistência hondurenha agradece ao Mercosul por rejeição a novo governo

ANSA
TEGUCIGALPA, 9 DEZ (ANSA) - A Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado em Honduras agradeceu aos países do Mercosul, que ontem, no Uruguai, aprovaram uma declaração conjunta na qual voltaram a exigir a restituição de Manuel Zelaya, deposto em junho, e reiteraram que não reconhecerão o resultado das eleições realizadas no dia 29 de novembro.

"Celebramos e agradecemos pela decisão dos governos que integram o Mercosul de não reconhecer as eleições e o regime que se instale no dia 27 de janeiro", disse o movimento em um comunicado, referindo-se à data em que tomará posse Porfirio Lobo, vencedor das eleições hondurenhas.

Os membros do Mercosul -- Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai --, com o respaldo da Venezuela, que está em processo de adesão ao bloco, afirmaram ontem que não veem como legítimo o processo eleitoral nem o governo que dele surgiu porque foi realizado sob a vigência de um regime de facto e sem a restituição de Manuel Zelaya.

Hoje, a Frente Nacional de Resistência aprovou a declaração e instou "todos os governos do mundo a seguir este exemplo".

"Mantemos nossa posição de desconhecimento total do regime que se instalará no dia 27 de janeiro, e que será a continuação da ditadura que a oligarquia impôs com o golpe de Estado de 28 de junho", disse a organização.

O movimento também fez um chamado "aos povos do mundo, para que mantenham sua solidariedade à luta que sustenta a Resistência hondurenha".

"Pedimos que recebam com atos de repúdio os representantes da ditadura que tentam ganhar o respaldo internacional", afirma o comunicado.

As eleições presidenciais hondurenhas dividiram o continente americano. De um lado, um bloco de nações encabeçado pelos Estados Unidos, e que também conta com Costa Rica, Panamá, Peru e Colômbia, reconheceu o pleito e a vitória de Porfirio Lobo.

O Brasil, contudo, ao lado de Argentina, Venezuela e Bolívia, entre outros países, mantém o veto ao novo governo e segue exigindo a volta de Zelaya ao poder, negada uma semana atrás pelo Congresso hondurenho.

O presidente deposto continua abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Ele chegou ao edifício diplomático no dia 21 de setembro, quando retornou de surpresa ao país.

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