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10/12/2009 - 17h03

El Salvador diz que aguardará 'sinais' de Porfirio Lobo para reconhecer sua vitória

ANSA
WASHINGTON, 10 DEZ (ANSA) - O governo de El Salvador afirmou hoje que aguardará os primeiros gestos do vencedor das eleições presidenciais hondurenhas, Porfirio Lobo, para decidir se reconhecerá ou não seu mandato, que terá início em janeiro.

O chanceler do país, Hugo Martínez, ressaltou, contudo, que não se pode permitir que o prolongamento da crise hondurenha centralize excessivamente a atenção de outras nações.

"Não podemos permitir que o caráter conturbado da crise nos absorva", disse o ministro, que visita Washington. "O tempo segue e temos de atender a outros assuntos."

Embora tenha reconhecido que a crise gerada em Honduras pela deposição do presidente Manuel Zelaya, ocorrida em junho, deva estar entre as prioridades da região, o chanceler salvadorenho ressaltou, por outro lado, que o tema não pode "ocupar toda a agenda" da América Central.

A crise hondurenha foi um dos tópicos da reunião que Martínez manteve nessa quarta-feira com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Sobre o reconhecimento da eleição de Porfirio Lobo para governar o país a partir de 27 de janeiro, quando chegaria ao fim o mandato de Zelaya, Martínez indicou que aguardará "sinais" que possam ser emitidos pelo futuro presidente, inclusive com respeito à situação do mandatário deposto, que segue abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

"Há tempo suficiente até o início" do mandato para que a comunidade internacional possa "observar estes gestos", disse o ministro. "Gostaríamos de observar alguns sinais do compromisso de Lobo com a democracia e a unidade nacional", prosseguiu.

Na noite de ontem, Zelaya foi impedido de deixar o país pelo regime de facto encabeçado por Roberto Micheletti. Ele teria como destino o México, que chegou a mandar um avião para buscá-lo.

A partida não se concretizou, porém, porque Micheletti se negou a conceder a ele um salvo-conduto -- autorização para que pudesse deixar a sede diplomática e se locomover pelo país.

Conforme explicou depois o próprio Zelaya, o presidente de facto impôs como condição para dar o salvo-conduto a assinatura de um documento no qual ele renunciaria ao cargo, do qual foi tirado à força pelo Exército em 28 de junho.

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