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11/12/2009 - 11h22

Chile-Eleições: Candidatos encerram campanhas visando o segundo turno

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 DEZ (ANSA) - Os quatro candidatos que disputarão no próximo domingo as eleições presidenciais chilenas encerraram suas campanhas na noite de ontem em clima de expectativas quanto ao segundo turno.

Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o empresário Sebastián Piñera, da Coalizão para a Mudança, discursou perante dez mil pessoas em uma das principais avenidas de Santiago e disse que o pleito "é uma oportunidade para mudar a história e não para mantê-la".

Já o candidato governista, o senador Eduardo Frei, encerrou sua campanha às margens do Rio Bío Bío, 500 quilômetros ao sul de Santiago, para simbolizar seu desejo de potencializar as regiões e apoiar a descentralização.

Acompanhado de figuras como Ricardo Lagos (que governou o país de 2000 a 2006) e a mãe da atual presidente Michelle Bachelet, Angela Jeria, Frei lembrou que "pela primeira vez as forças progressistas e democráticas chegam representadas por três candidatos no momento da eleição". Cerca de cinco mil pessoas acompanharam o comício.

Em seu discurso, Frei ressaltou ainda que "o Estado deve estar a serviço das pessoas e não as pessoas a serviço do mercado".

Por sua vez, o independente Marco Enríquez-Ominami, terceiro nas pesquisas, esteve na localidade rural de La Calera, a 120 quilômetros de Santiago, onde tomou a decisão de disputar a corrida presidencial, há mais de um ano.

"Aos eleitores do ex-ministro Jorge Arrate [do pacto comunista Juntos Podemos], aos eleitores de Frei, quero dizer a eles que não se percam, esta é a candidatura da vitória, esta é a candidatura da esquerda progressista, esta é a candidatura que pode derrotar Piñera no segundo turno", declarou o deputado de 36 anos -- que deixou a coalizão governista para disputar as eleições.

Também ontem à noite, Arrate encerrou sua campanha ao lado de dirigentes de partidos e candidatos ao Parlamento.

Quarto colocado nas pesquisas e sem expectativas de passar ao segundo turno, o candidato afirmou que "na segunda-feira, dia 14 [dia seguinte à realização do pleito], nós vamos seguir juntos, e juntos vamos dialogar e debater para ver como seguiremos expandindo esta força que vai para cima".

Recentemente, o presidenciável falou à imprensa que espera que os três candidatos de esquerda que disputam o pleito contra Piñera se unam em um eventual segundo turno para impedir que a direita suba ao poder pela primeira vez após a queda da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).

De acordo com pesquisa do Centro de Estudos da Realidade Contemporânea, Piñera possui 44,1% das preferências dos eleitores; Frei, 31%; Enríquez-Ominami, 17,7%; e Arrate 7,2%.

Nestas eleições, a direita chilena, à qual pertence Piñera, vê a chance de retornar ao poder, após permanecer mais de 50 anos sem uma vitória nas presidenciais.

Se confirmadas as projeções dos estudos, esta também poderia ser a primeira vez em 20 anos que a Concertación é derrotada. Desde o retorno da democracia, em 1990, os candidatos da coalizão têm se alternado no poder.

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