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11/12/2009 - 18h32

Ex-ministro colombiano nega participação dos EUA em bombardeio no Equador

ANSA
BOGOTÁ, 11 DEZ (ANSA) - O ex-ministro da Defesa da Colômbia Juan Manuel Santos negou hoje que seu país tenha recebido ajuda dos Estados Unidos para planejar o ataque aéreo ocorrido em território equatoriano no dia 1º de março de 2008, quando 26 pessoas morreram em um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)."Esta foi uma operação colombiana, feita por colombianos. Alguns equatorianos disseram, tempos atrás, que inclusive os pilotos eram norte-americanos, que as aeronaves eram norte-americanas", declarou Santos, que era ministro da Defesa quando o bombardeio ocorreu. "Nada disso é certo", complementou.Ontem, a Comissão de Transparência e Verdade, do governo equatoriano, divulgou um relatório no qual afirma que informações cedidas por oficiais dos Estados Unidos que trabalhavam no Posto de Operações Avançadas da base de Manta, oeste do país, permitiram aos colombianos obter a localização de Raúl Reyes, então número dois das Farc que foi morto no ataque, ocorrido na região de Angostura, perto da fronteira."A inteligência estratégica processada na base de Manta foi fundamental para localizar Raúl Reyes", diz o texto do informe. "O pacto de Manta que visava controlar o tráfico de drogas foi além do seu propósito", prossegue.Desde 1999, os Estados Unidos operaram a base militar de Manta, no oeste do Equador, com o objetivo de coordenar procedimentos de luta contra o narcotráfico.No entanto, o convênio que permitia a cessão das instalações venceu neste ano e não foi renovado pelo presidente Rafael Correa. Por este motivo, os agentes tiveram de sair da base a partir de setembro.A embaixada dos Estados Unidos em Quito também negou que os oficiais alocados em Manta tivessem colaborado com a Força Aérea colombiana."Estas acusações foram feitas anteriormente e, como ocorreu em repetidas ocasiões, a embaixada as rejeita de maneira categórica", diz uma nota da representação diplomática.O mesmo foi garantido pelo comandante das Forças Armadas de Bogotá, general Freddy Padilla de León. "Até onde eu sei, esta informação não é correta", sustentou. Segundo ele, a operação de 1º de março foi feita com inteligência e recursos locais.O bombardeio levou o governo do Equador a romper relações diplomáticas com a Colômbia e gerou tensão na América do Sul.

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