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11/12/2009 - 08h57

Honduras: Lobo diz que afastamento de Zelaya da presidência é irreversível

ANSA
TEGUCIGALPA, 11 DEZ (ANSA) - O presidente eleito de Honduras, Porfirio Lobo, afirmou que Manuel Zelaya "aceitou" não reassumir o cargo de mandatário do país, de onde foi tirado por um golpe de Estado em junho.

"O Congresso decidiu e disse que Zelaya não seria restituído. É um caso concluído, já podemos chamá-lo de ex-presidente sem titubear. Ele assinou que aceitava [o pronunciamento da Casa, ndr.], então não se pode mudar esta decisão", disse Lobo, segundo o jornal El Heraldo.

No início do mês, 111 membros do Congresso Nacional de Honduras, através de uma moção, ratificaram a decisão tomada em junho pela Casa de nomear Roberto Micheletti para ficar à frente do Executivo do país, no lugar de Zelaya.

O pronunciamento do Congresso sobre uma possível volta do presidente constitucional ao poder estava previsto no Acordo Tegucigalpa-San José, assinado em 30 de outubro por comissões de Zelaya e Micheletti com o objetivo de colocar um fim à crise política local.

Ao comentar a tentativa de Zelaya de viajar ao México, Lobo, vencedor das eleições presidenciais realizadas no último dia 29, também sugeriu que o mandatário deposto não faça nada que possa atrapalhar o cumprimento do tratado.

"Eu estou trabalhando e ajudando, de boa fé, no marco do Acordo Tegucigalpa-San José. Creio que temos que nos manter aí. Eu sinto que qualquer distração ou distorção, em lugar de ajudar, complica mais as coisas e entorpece o cumprimento do acordo", disse o futuro presidente, do opositor Partido Nacional.

A imprensa hondurenha afirmou ontem que o presidente constitucional de Honduras era aguardado no México, que chegou a solicitar ao governo de facto um salvo-conduto, autorização para que Zelaya pudesse se locomover pelo país sem ser detido.

O pedido, no entanto, foi negado e as autoridades hondurenhas disseram que Zelaya só poderia viajar fora da condição de presidente.

Na quarta-feira, Lobo se reuniu com os presidentes do Panamá e da Costa Rica, Ricardo Martinelli e Oscar Arias, respectivamente, a fim de buscar apoio para o seu governo, não reconhecido por parte da comunidade internacional.

Países como Brasil, Venezuela, Equador e Chile, além de organismos internacionais, afirmaram que só acatariam o resultado das eleições hondurenhas caso Zelaya reassumisse a presidência até a realização do pleito, cuja data já estava marcada antes do golpe de Estado.

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