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11/12/2009 - 16h03

Para o Chile, povo hondurenho deve ser protagonista em solução de crise

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 11 DEZ (ANSA) - O chanceler chileno, Mariano Fernández, afirmou hoje que o povo hondurenho deve ser o "principal protagonista" na busca de uma solução para a crise que afeta o país há mais de cinco meses, desde que o presidente Manuel Zelaya foi deposto, em 28 de junho."Estamos colaborando para que os hondurenhos encontrem um caminho de reconciliação. A comunidade internacional não está em condições nem quer buscar um caminho distinto", afirmou o ministro, que se reuniu com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o também chileno José Miguel Insulza.Quanto às eleições presidenciais de 29 de novembro, Fernández reiterou a posição de seu país, que embora reconheça a importância do pleito, vencido pelo candidato do opositor Partido Nacional, Porfirio Lobo, afirma que a realização do processo não foi suficiente para restaurar a normalidade em Honduras."Mantemos nossas opiniões com respeito à condenação do golpe de Estado, à necessidade de restabelecer a democracia e restaurar a ordem institucional", ponderou."Hoje, as exigências estão dirigidas ao senhor [Porfirio] Lobo, eleito presidente, mas em um ato que não é suficiente para dizer que foi consolidada ou restaurada a democracia em Honduras", complementou.O chanceler chileno também voltou a cobrar a restituição de Manuel Zelaya, abrigado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. "Não se pode manter por muito mais tempo o poder nas mãos dos golpistas", opinou. "[Para isso] estão trabalhando todos os países, e também a OEA."Na quarta-feira, Zelaya foi impedido de deixar o país pelo regime de facto. Ele viajaria ao México, que o receberia na condição de "hóspede de honra".A partida, no entanto, foi frustrada porque o presidente de facto, Roberto Micheletti, não concedeu um salvo-conduto ao governante deposto. Segundo Zelaya, para que tivesse a autorização e pudesse deixar o país, Micheletti exigiu que ele assinasse um documento no qual renunciava ao cargo.Para o mandatário de facto, no poder desde 28 de junho, Zelaya só poderia ser recebido por outra nação como asilado, status que o impediria de fazer declarações políticas.

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