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13/12/2009 - 18h00

Para ministros e políticos, críticas excessivas motivaram agressão a Berlusconi

ANSA
MILÃO E ROMA, 13 DEZ (ANSA) - Autoridades e políticos italianos manifestaram hoje repúdio ao ataque sofrido pelo premier Silvio Berlusconi, que teve o rosto atingido por um objeto ao fim de um comício de seu partido em uma praça de Milão.

O ministro da Defesa, Ignazio La Russa, disse que a agressão é fruto de uma política de incentivo à raiva. "Quando se fazem manifestações não por um partido mas contra uma pessoa e se incita o ódio, este é o resultado", explicou.

"Estamos à beira do abismo. Quando se consente que se odeie e se criminalize uma pessoa, para passar das palavras aos fatos o passo é breve", acrescentou o ministro.

O titular da pasta do Interior, Roberto Maroni, classificou o acontecimento como "um fato gravíssimo".

A mesma opinião foi manifestada pelo chanceler Franco Frattini. "É gravíssimo o caso do qual foi vítima o presidente do Conselho [de Ministros], a quem vai minha mais profunda mensagem de afeto", disse o chefe da diplomacia italiana.

O presidente do Senado, Renato Schifani, também condenou a agressão sofrida por Berlusconi. "O que aconteceu hoje deve ser absolutamente condenado. Estamos diante de um ato de intolerância, que ofende o povo italiano e nosso país", explicou.

"Foi um efeito provocado pela propaganda lançada contra ele nestes meses", disse, por sua vez, o prefeito de Roma, Gianni Alemanno.

"Este episódio deveria ser um aviso para todos contra a demonização da qual foi vítima Berlusconi, porque quando o tom se superaquece, os criminosos podem passar das palavras aos fatos", acrescentou.

O premier foi prontamente levado a um hospital, onde deve permanecer sob observação por 24 horas.

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