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14/12/2009 - 19h23

Em declaração, Alba condena ingerência dos EUA na América Latina

ANSA
HAVANA, 14 DEZ (ANSA) - Os membros da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) condenaram hoje, na declaração conjunta divulgada ao fim da cúpula realizada em Havana, as "pretensões" dos Estados Unidos de "se intrometer em decisões soberanas" dos países latino-americanos.No documento, os integrantes do bloco rejeitaram ainda "energicamente" as afirmações feitas na semana passada pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que criticou os governos da região que mantêm relações próximas com o Irã e advertiu sobre possíveis "consequências".Em resposta, a Alba condenou "as pretensões do governo dos Estados Unidos de se intrometer nas decisões soberanas da política exterior dos países da América Latina e do Caribe, como nos vínculos da região com a República Islâmica do Irã".Fundado no dia 14 de dezembro de 2004 pelos governos de Venezuela e Cuba, o grupo bolivariano é hoje integrado também por Bolívia, Equador, Honduras, Dominica, Antígua e Barbuda, Nicarágua e São Vicente e Granadinas.No domingo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, já havia classificado as afirmações de Hillary como "uma aberta ameaça, sinais evidentes de uma ofensiva imperial que tenta frear o avanço das forças progressistas e recuperar seu quintal".Antes de chegar à capital cubana, o boliviano Evo Morales também condenou as declarações da secretária de Estado norte-americana. No sábado, o mandatário ressaltou que seu país não aceitaria "advertências".Outro tema abordado pela Alba em sua declaração foi a crise instaurada em Honduras após a deposição do presidente Manuel Zelaya, vítima de um golpe de Estado no dia 28 de junho.Sobre o assunto, a organização reiterou que "não reconhecerá o processo eleitoral ilegítimo nem seus resultados", referindo-se ao pleito realizado no dia 29 de novembro e vencido por Porfirio Lobo.Os países da Alba expressaram, no texto, a convicção de que "o golpe militar em Honduras, perpetrado com o apoio dos Estados Unidos, teve como propósito frear o avanço da justiça social neste país e na região".Honduras passou a fazer parte da Alba durante a gestão de Manuel Zelaya, questionado em seu país pelas próximas relações com Hugo Chávez.O bloco chamou ainda a atenção para o risco de que a região "volte à época dos golpes de Estado" e pediu aos governos latino-americanos que impeçam que os responsáveis pela deposição de Zelaya "gozem de impunidade em seus países".

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