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15/12/2009 - 14h52

Chile-Eleições: Para governista, vitória da oposição seria 'retrocesso'

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 15 DEZ (ANSA) - O candidato governista à presidência do Chile, Eduardo Frei, fez alusão a seu adversário no segundo turno das eleições, Sebastián Piñera, ao dizer que não seria bom que um único setor concentrasse os poderes econômico, comunicacional e político.

"Seria um retrocesso histórico depois de tudo que conseguimos alcançar nos últimos 19 anos [de governo da coalizão Concertación] entregar o destino do Chile aos mais fiéis expoentes da crueldade do mercado", afirmou Frei em entrevista ao jornal La Tercera.

Sebastián Piñera -- que angariou 44,05% dos votos no primeiro turno das eleições chilenas, ocorrido no último domingo, contra 29,06% do candidato governista -- é um dos homens mais ricos do país sul-americano. Ele é dono da companhia aérea LAN e atua como empresário do ramo de comunicações.

O jornal chileno também publicou uma coluna na qual o presidenciável opositor anunciou que fará seus "melhores esforços com os mais pobres e a classe média, porque são eles os que mais necessitam de um bom governo, que faça as coisas bem, de forma honesta e com um sentido de urgência".

Piñera, candidato da Coalizão para a Mudança, prometeu dar "uma mão solidária e uma rede eficaz de proteção social" a fim de ajudar a classe mais pobre a "se erguer e voltar a caminhar".

Na coluna, o opositor também convocou "todos que queiram uma mudança de verdade, os que sonham com um Chile com mais unidade e menos divisões, os que aspiram a um governo eficaz e honesto a serviço dos cidadãos e dos que lutam por uma sociedade mais justa e tolerante".

Já Frei afirmou que "as forças democráticas progressistas do país ainda são maioria", referindo-se aos eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno das eleições, Marco Enríquez-Ominami (20,13% dos votos) e Jorge Arrate (6,21%), com quem ele disse ter "mais pontos de coincidência do que de discrepância".

O governista sustentou que escutou a mensagem dos que não votaram nele e se comprometeu a integrar à campanha da Concertación "suas energias, esperanças e propostas".

Entre os aspectos em comum estariam "aprofundar nossa democracia, derrotar a exclusão e a discriminação, fortalecer a educação e a saúde pública e ampliar a proteção social à classe média".

Frei admitiu que o Chile se renovou e conseguiu "importantes conquistas sociais e econômicas", mas que "a política não se renovou neste mesmo ritmo".

Uma das explicações para a vitória de Piñera no primeiro turno e seu favoritismo também na segunda etapa do pleito é o cansaço dos chilenos, que veem a Concertación governar o país desde a queda da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), há 20 anos.

Se o candidato opositor ganhar o segundo turno do dia 17 de janeiro, será a primeira vez desde 1958 que a direita assume o governo do Chile a partir de eleições diretas.

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