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17/12/2009 - 16h54

Colômbia: Ministro da Defesa pede à Venezuela que extradite membros das Farc

ANSA
BOGOTÁ, 17 DEZ (ANSA) - O ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, pediu para o governo de Hugo Chávez prender e extraditar os integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que se encontram em território venezuelano.

"Aproveito para voltar a pedir à Venezuela que atue conforme obrigam os tratados internacionais e capture esses terroristas e os entregue à Colômbia. Extradite-os, deporte-os, para que sejam julgados na Colômbia", exigiu Silva.

O governo colombiano alega que diversos líderes guerrilheiros se refugiam na Venezuela, usando o território desse país como retaguarda para suas ações.

Segundo o ministro, a suposta presença de membros das Farc na Venezuela foi documentada pela Colômbia. A atuação de líderes do grupo armado no país governado por Chávez foi atestada também pela Comissão de Verdade do Equador, criada em 2007.

"Eles [a Comissão de Verdade] ressaltam como a presença das Farc na Venezuela é recorrente, constante e não só é um refúgio, é algo mais profundo", enfatizou Silva, em entrevista concedida à rádio La W.

Silva insinuou que o governo venezuelano fecha os olhos para a presença de líderes guerrilheiros em seu país. "Quando alguém sabe onde estão [os membros das Farc], quem são, como se comportam, e não faz nada, então se aproxima da cumplicidade", declarou.

O ministro garantiu ter recebido de suas "fontes de inteligência" a informação de que o chefe guerrilheiro Iván Márquez e outros membros do grupo armado estão refugiados no país vizinho.

"A tolerância ao terrorismo em seu território é um ato de agressão em qualquer situação internacional, assim o determinam as convenções internacionais", sinalizou Silva.

Em relação ao anúncio feito ontem de que as Farc e o grupo guerrilheiro Exército de Libertação Nacional (ELN) se aliaram para enfrentar o governo colombiano, Silva garantiu que se trata de um sinal de "fragilidade".

"Diante dos constantes golpes das forças militares e da polícia, acreditamos que isto reflita uma profunda fragilidade e um esforço de se reorganizar para resistir à segurança democrática", analisou.

Por outro lado, Silva admitiu que "a matemática do terrorismo é muito particular, porque um terrorista mais outro terrorista não somam dois terroristas, mas uma maior capacidade de perturbação".

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