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20/12/2009 - 14h32

Berlusconi volta a pedir moderação no confronto político e diz que trabalhará 'por todos'

ANSA
ROMA, 20 DEZ (ANSA) - O premier italiano, Silvio Berlusconi, afirmou hoje que irá trabalhar "cada vez mais" em prol do interesse de todos e voltou a pedir moderação nos confrontos políticos, que devem manter um tom "de respeito e solidariedade".

Berlusconi fez a declaração ao participar, por telefone, de um comício na cidade de Verona, norte do país, realizado em sua homenagem.

"Trabalharei como antes, mais do que antes, em vista do interesse de todos", disse o primeiro-ministro, que continua em repouso em casa, onde recupera-se de uma agressão sofrida há uma semana em Milão.

O chefe de Governo italiano recordou também que tal ataque "deve servir de alerta sobre como é perigoso olhar para os outros com sentimentos que não sejam os de respeito e solidariedade".

"Acredito que a todos está claro que se é dito que um presidente do Conselho [de Ministros] é corruptor de menores, corruptor de testemunhos, assassino da liberdade de imprensa, que é mafioso ou promotor da violência, uma mente perturbada, e infelizmente existem várias, pode se convencer de que pode salvar a pátria e tornar-se um herói nacional, fazendo o bem de todos os cidadãos, assassinando o tirano", continuou o premier em sua intervenção.

"A partir desta experiência devemos estar agora mais convencidos do quanto fizemos até hoje e devemos ser justos ao consideramos os adversários como cidadãos que pensam de forma diferente à nossa, mas que têm o direito de dizer o que pensam, que não sejam vistos como inimigos, mas como pessoas a se respeitar", completou.

No domingo, após um comício de seu partido, o Povo da Liberdade (PDL), Berlusconi fraturou o nariz, teve dois dentes quebrados e um ferimento profundo no lábio superior ao ser agredido no rosto por Massimo Tartaglia, de 42 anos, que lançou uma estatueta do Duomo (catedral) de Milão contra o premier.

O italiano, que tem problemas mentais e já foi submetido a tratamentos psiquiátricos, disse ter agido sozinho, mas afirmou não ter se reconhecido e classificou o ataque como um "ato covarde".

Após quatro noites no hospital, o primeiro-ministro retornou à sua casa, localizada em Arcore, na última quinta-feira. Os médicos o aconselharam ficar afastado das atividades públicas por pelo menos dias semanas.

Hoje, Berlusconi passou uma manhã tranquila, sem nenhum compromisso. Nos últimos dias, ele recebeu a visita de amigos e políticos do país, como o líder da Liga Norte, Umberto Bossi.

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