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20/12/2009 - 16h04

Defesa colombiana se prepara para uma eventual agressão, diz ministro

ANSA
BOGOTÁ, 20 DEZ (ANSA) - O ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva, afirmou em entrevista à imprensa local que o país se prepara, pela primeira vez em muitas décadas, para uma agressão externa, risco que, segundo ele, tem aumentado recentemente.

"Não estamos nos preparando para uma agressão, mas para evitá-la", disse Silva em entrevista ao jornal El Tiempo, veiculada hoje.

Segundo o ministro, o país se prepara porque "o risco de agressão aumentou" e, "em temas de Defesa não podemos esperar que as coisas ocorram".

"Temos uma doutrina de dissuasão mínima, ou seja, as capacidades mínimas necessárias, que não nos desviem de nosso objetivo fundamental, que é manter a ordem pública interna", explicou.

Contudo, segundo ele, a Colômbia não tem com o que se preocupar. "Temos o melhor Exército da América Latina, temos homens e mulheres que já entraram em confronto; na maioria dos países da região [as pessoas] nunca combateram, nenhum de seus soldados esteve em uma guerra, os nossos já estiveram. É um Exército de calibre mundial. Não somos indefesos", esclareceu.

Na entrevista, o ministro ainda advertiu à "ofensiva" que tem sido lançada pelo governo do venezuelano Hugo Chávez e afirmou que o país vizinho "investiu centenas de milhões de dólares em armas, enquanto a população passa por necessidades".

O ministro também alertou para o fato de Chávez "não revelar nenhum dos acordos que tem com o Irã, com a Rússia", e considerou -- sem fazer citações diretas -- que "outros países inventam histórias de ameaças externas para poder gastar milhões de dólares em armas que não precisam, com a desculpa de uma suposta agressão externa".

As declarações do ministro surgem logo após o governo colombiano ter anunciado a abertura de sete novos batalhões do Exército, dois deles localizados próximos às fronteiras com a Venezuela.

Por sua vez, no último mês, Chávez alertou à população da Venezuela à ameaça de uma guerra e pediu que os militares e civis se preparassem para uma eventual agressão a partir das bases colombianas, que serão utilizadas por oficiais norte-americanos.

Desde o seu anúncio, o convênio militar de Washington e Bogotá, firmado oficialmente em outubro passado, tem sido repudiado pelo governo venezuelano, que adverte que a instalação de 1.400 efetivos na Colômbia é parte da estratégia militar dos Estados Unidos para a América Latina.

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