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22/12/2009 - 15h15

Para cardeal francês, polêmica sobre Pio XII é 'fixação neurótica'

ANSA
PARIS, 22 DEZ (ANSA) - O presidente da Conferência Episcopal Francesa, cardeal André Vingt-Trois, disse hoje que a polêmica relacionada ao processo de beatificação do papa Pio XII é "um tipo de fixação neurótica".

Tendo exercido seu pontificado entre 1939 e 1958, Pio XII é acusado pela comunidade judaica de ter sido omisso face ao Holocausto, massacre de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

No sábado, o papa Bento XVI assinou o Decreto das Virtudes do pontífice -- documento que reconhece as "virtudes heroicas" de Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli (seu nome de batismo), ou seja, sua santidade espiritual. Esse é o penúltimo passo antes da beatificação. Falta a comprovação de um milagre.

"Dizer que ele não fez nada pelos hebreus é totalmente absurdo", contestou Vingt-Trois, em entrevista a um programa de TV.

Para justificar seu ponto de vista, o chefe dos bispos franceses recordou "a mensagem de Natal de 1942, na qual [o Papa] falou do extermínio de centenas de milhares de pessoas inocentes por causa de sua nacionalidade ou raça". Vingt-Trois também defendeu a atitude de Bento XVI.

Ontem, o presidente do Conselho Representativo de Instituições Judaicas da França (Crif), Richard Prasquier, havia dito que a aprovação do Decreto das Virtudes de Pio XII foi um ato "prematuro", que demonstrava a "negligência" do Vaticano.

Além disso, várias entidades e o próprio governo de Israel reiteraram nos últimos dias seus pedidos para que a Santa Sé abra os arquivos secretos de Pio XII. O objetivo é ter acesso a documentos que permitam avaliar o comportamento de Pacelli durante o Holocausto.

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