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22/12/2009 - 18h02

Paraguai nega pressão do Brasil para aprovar entrada da Venezuela no Mercosul

ANSA
ASSUNÇÃO, 22 DEZ (ANSA) - O chanceler paraguaio, Héctor Lacognata, negou hoje que o país esteja sendo pressionado pelo Brasil para acelerar o processo de adesão da Venezuela ao Mercosul, tema que precisa ser submetido à análise do Congresso.

"O Brasil oficialmente não pediu isso", disse Lacognata. Depois de o Senado brasileiro ter aprovado a incorporação da Venezuela ao bloco regional, na semana passada, coube ao Legislativo paraguaio a última etapa do processo, iniciado em 2006.

Os parlamentares de Argentina e Uruguai também já ratificaram o protocolo de adesão do país de Hugo Chávez.

No Paraguai, porém, o presidente Fernando Lugo, que enfrenta uma crise política interna com o fortalecimento de um movimento que defende seu impeachment, optou por retirar a questão da pauta do Senado temendo uma votação com resultados negativos.

Lacognata também refutou a hipótese de que o Brasil use a ratificação do acordo firmado pelos dois governos sobre os valores pagos pela energia de Itaipu como fator de pressão.

"Não acredito que o Brasil peça isso, porque são duas questões que não têm qualquer relação entre si", garantiu o chanceler.

O compromisso que altera os termos do Tratado de Itaipu, firmado pelos presidentes Lugo e Luiz Inácio Lula da Silva, também precisa do aval dos dois Congressos. Neste acordo, o Brasil passará a pagar três vezes mais pela energia que compra do Paraguai.

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