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24/12/2009 - 13h45

Itália condena assassinato de governador colombiano

ANSA
ROMA, 24 DEZ (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, enviou hoje uma mensagem ao colega colombiano, Jaime Bermúdez, na qual manifestou solidariedade aos familiares do governador do departamento (estado) de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, assassinado após ser sequestrado por um grupo de homens armados.

"O governo italiano manifesta sua rejeição ao uso da violência, para o que não pode haver qualquer justificativa", diz o comunicado. "A coincidência com a chegada das festas de Natal torna este gravíssimo ato criminoso ainda mais odioso", prossegue o texto.

Cuéllar, que tinha 69 anos, foi tirado de sua casa na noite de segunda-feira por um grupo de dez homens fortemente armados e vestidos com roupas militares, que detonaram um artefato explosivo para ter acesso à residência, situada em Florencia, capital de Caquetá.

A caminhonete em que os criminosos o levaram foi encontrada incendiada em uma zona rural da cidade. Seu corpo foi achado horas depois, decapitado.

O presidente Álvaro Uribe atribuiu o sequestro e o assassinato a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Ele ordenou aos militares que resgatassem o político e chegou a oferecer uma recompensa de US$ 500 mil em troca de informações que permitissem libertá-lo.

Agora, o mesmo valor deverá ser pago para quem colaborar com a captura dos responsáveis pelo homicídio.

No entanto, um comunicado veiculado pela Agência de Notícias Nova Colômbia (Anncol) coloca em dúvida o envolvimento da guerrilha.

O texto, intitulado "Toda a responsabilidade é de Uribe", afirma que o governador de Caquetá não "era um simples civil, como é apresentado pelo discurso oficial". De acordo com a nota, Cuéllar era investigado pela justiça por supostos vínculos com grupos paramilitares.

"Seja quem for o responsável pelo fato, o governador não era um santo. Participava ativamente da guerra, financiando grupos paramilitares", diz o artigo, no qual também se afirma que a morte do político foi fruto "do conflito social" vivido pela Colômbia.

Segundo a Anncol, "quando o presidente, comandante em chefe das Forças Armadas, ordena o resgate a sangue e a fogo, não se pode esperar outro resultado".

A Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização dos Estados Americanos (OEA), entidades protetoras dos direitos humanos e vários governos condenaram o crime.

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