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25/12/2009 - 17h49

Berlusconi associa queda do Papa a onda de 'extremismo e ódio'

ANSA
ROMA, 25 DEZ (ANSA) - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, atribuiu a uma onda de mentiras, extremismo e ódio o incidente ocorrido ontem na Basílica de São Pedro envolvendo o papa Bento XVI, que caiu pouco antes de iniciar a Missa do Galo quando uma mulher tentou avançar sobre ele.

Questionado, em entrevista à emissora Tg1, sobre qual havia sido sua reação ao ver as imagens da queda do Pontífice, o premier disse que "foi a mesma de todos os italianos: preocupação e incredulidade".

"Penso que realmente devemos combater estas fábricas de mentira, extremismo e também de ódio", complementou ele, que disse já ter transmitido ao Vaticano e ao Santo Padre seu "sentimento de proximidade", também em nome do governo e do povo italiano.

Berlusconi repousa por recomendação médica após ter sido agredido no rosto em Milão, no último dia 13. Ele foi atingido por uma miniatura de ferro da catedral da cidade atirada por Massimo Tartaglia, de 42 anos, que está preso e tem problemas mentais.

O primeiro-ministro fraturou um osso do nariz, teve dois dentes quebrados e passou quatro dias no hospital.

Em recuperação, Berlusconi afirmou que "já começa a se sentir melhor" e voltou a ingerir alimentos sólidos. Sua expectativa é regressar às atividades públicas no dia 7 de janeiro.

Ele também voltou a se referir às manifestações de afeto que recebeu após o episódio. "Fui objeto de uma atenção e de um afeto quase incríveis. Houve uma peregrinação contínua aqui, a Arcore [onde ele repousa]. Recebi milhares de mensagens, mais de duzentos buquês de flores e me telefonaram todos os amigos", relatou.

Papa

Ontem, quando caminhava em direção ao altar da Basílica de São Pedro, o papa Bento XVI foi surpreendido por Susanna Maiolo, que pulou a divisória que isolava o público e tentou se aproximar dele.

Embora tenha sido interceptada por um segurança, ela ainda assim puxou o Pontífice, que foi ao chão. Apesar do susto, o Santo Padre rezou a missa sem novos contratempos.

Maiolo, de 25 anos, foi presa e posteriormente encaminhada a um hospital. A exemplo do agressor de Berlusconi, o Vaticano disse que ela sofre de "distúrbios mentais".

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