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27/12/2009 - 15h28

Caso de Susanna Maiolo deve ser resolvido em algumas semanas, diz Tribunal Vaticano

ANSA
ROMA, 27 DEZ (ANSA) - O presidente do Tribunal Vaticano, Giuseppe Dalla Torre, disse hoje que a análise do caso da suíço-italiana Susanna Maiolo, que na quinta-feira derrubou o papa Bento XVI pouco antes da Missa do Galo, será concluída dentro de algumas semanas.

Em entrevista ao jornal católico Avvenire, ele explicou que a rapidez se deve ao fato de que "não será necessário fazer muitas investigações", nem recorrer a autoridades de outros países ou colher depoimentos. "Posso presumir que o caso será concluído no decorrer de algumas semanas", complementou.

Dalla Torre disse que o procedimento terá início com a análise de evidências que configurariam a ocorrência de um crime, como o fato de a pessoa estar armada -- o que não se deu no caso de Maiolo.

Nesta fase, serão discutidas as circunstâncias em que ocorreu o pequeno tumulto provocado pela mulher na Basílica de São Pedro na quinta-feira à noite.

Também serão levados em conta, prosseguiu o funcionário, o entendimento e a pré-disposição do acusado para cometer o suposto delito. Com estes elementos, o juiz decidirá se abre processo ou se arquiva o procedimento.

Para apurar o que teria motivado Susanna Maiolo a avançar na direção do Papa, o presidente do Tribunal Vaticano garantiu que serão usados "os mesmos parâmetros do Judiciário italiano".

A mulher que derrubou o Pontífice tem 25 anos e é natural da comuna suíça de Frauenfeld, no cantão da Turgóvia. Ela viajou a Roma para assistir à Missa do Galo, que neste ano pela primeira vez foi rezada a partir das 22h.

No momento em que Bento XVI e os cardeais se encaminhavam ao altar, ela logrou pular a divisória que isolava o espaço destinado aos fiéis e avançou na direção do Papa, puxando-o e levando-o ao chão. Prontamente auxiliado, o Pontífice se reergueu e rezou a missa normalmente.

Maiolo já esteve internada em uma clínica psiquiátrica na Suíça. Após o incidente, a Santa Sé disse que ela demonstrava sinais de "instabilidade psicológica".

A suíço-italiana foi presa e encaminhada a um hospital. Agora, ela está na ala psiquiátrica de um outro centro médico que fica a 70 quilômetros de Roma, onde deverá permanecer por pelo menos uma semana.

Aos médicos, ela disse que não tinha a intenção de machucar o Papa, mas apenas de tocá-lo. Na Missa do Galo do ano passado, Maiolo tentou um gesto similar, mas foi contida por um segurança antes de se aproximar do Santo Padre.

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