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28/12/2009 - 14h16

Prosseguem investigações sobre mulher que derrubou Bento XVI

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 28 DEZ (ANSA) - As investigações sobre o caso da suíço-italiana Susanna Maiolo, que derrubou o papa Bento XVI na véspera do Natal, estão sendo realizadas "rapidamente", indicaram hoje fontes vaticanas.

De acordo com as mesmas fontes, o promotor de Justiça da Santa Sé, Nicola Picardi, já ouviu as testemunhas e deve recolher a documentação médica de Maiolo em uma semana. Depois disso, ele decidirá se levará ou não o caso a julgamento.

Especula-se que a mulher, de 25 anos, será absolvida, já que ela não estava armada no momento em que abordou Bento XVI e aparentemente não tinha intenções de lhe fazer mal. Caso isso não ocorra, o processo passará às mãos do juiz vaticano, Piero Antonio Bonnet, nomeado ao cargo em maio passado. Se for julgada e condenada, Maiolo poderá cumprir pena na Itália ou na Suíça.

Na quinta-feira passada, momentos antes do início da Missa do Galo, Maiolo conseguiu burlar a segurança do Vaticano e avançou na direção do Papa quando ele ingressava na Basílica de São Pedro.

Embora tenha sido interceptada por um agente, ela conseguiu puxar o Pontífice, levando-o ao chão. Apesar do susto, Bento XVI se recompôs rapidamente, socorrido por auxiliares, e presidiu a cerimônia normalmente.

Maiolo foi presa e posteriormente encaminhada a um hospital, onde foi medicada. Ela aguarda a decisão na ala psiquiátrica do hospital Angelucci, na cidade italiana de Subiaco, próximo a Roma.

Segundo informações da Santa Sé, a mulher aparentava estar "psicologicamente instável". No ano passado, ela já havia tentado um ato similar, mas foi contida antes de se aproximar do Pontífice.

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