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29/12/2009 - 17h38

Bolívia: Vice de Morales responde a críticas de presidente peruano

ANSA
LA PAZ, 29 DEZ (ANSA) - O vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, repudiou hoje as declarações do presidente do Peru, Alan García, que na segunda-feira classificou as políticas do mandatário da Bolívia, Evo Morales, como "angustiadas".

"Se alguém tem que estar angustiado creio que será a pessoa que falou de angústias, porque seu tempo está acabando e há um povo que pouco a pouco se conscientiza e rechaça essas políticas de privatização", declarou García Linera dirigindo-se diretamente a Alan García.

Na segunda-feira, em um encontro com prefeitos de comunidades andinas, o chefe de Governo peruano não fez nenhuma citação ao governo boliviano, contudo sua declaração pareceu óbvia ao vice de Morales. "Olhem ao vizinho do sul dos Andes, que tem todo seu gás guardado porque [este] vai acabar, e então está na pobreza", disse na ocasião.

"Não faz nada com o gás, porque vai acabar. Essa é a lógica, um pouco angustiada, mas esta angústia é dele, não do país", completou García.

"Se alguém tem angústia é o nobre, querido e irmão povo peruano, que está entregando suas riquezas naturais a poderes estrangeiros. Para nós, isso é um retrocesso, pertence ao século passado", retrucou García Linera ao comentar hoje o assunto.

"Quero dizer a ele de forma muito direta que aqui na Bolívia o que temos é tranquilidade, serenidade e profunda alegria pela recuperação de nossos recursos naturais", continuou o vice-presidente, reiterando suas críticas às políticas da nação vizinha, "que levam ao enriquecimento de investidores estrangeiros e ao empobrecimento dos países".

García Linera apontou ainda as conquistas econômicas do governo Morales, motivos de orgulho para o povo boliviano. "Uma economia soberana que não se submete a poderes externos", completou.

As divergências entre Morales e García têm causado algumas rusgas diplomáticas. Entre os pontos conflitantes estão a concessão de refúgio dada pelo governo peruano a três ex-ministros bolivianos -- considerados criminosos pela Justiça boliviana -- e a aproximação de Bolívia e Chile, que poderia atrapalhar uma demanda de Lima contra Santiago.

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