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30/12/2009 - 16h39

Peru reitera que compra de tanques não é incompatível com pacto de não-agressão

ANSA
LIMA, 30 DEZ (ANSA) - O ministro da Defesa do Peru, Rafael Rey, afirmou hoje que a renovação dos equipamentos das Forças Armadas não é incompatível com o pacto de não-agressão proposto pelo país às outras nações da América do Sul.

"Não acredito que exista incoerência em dizer não à corrida armamentista e adquirir tanques, porque não podemos continuar com máquinas obsoletas", declarou o ministro à emissora Radioprogramas.

Rey também garantiu que a compra dos tanques chineses MBT 2000, que substituirão os russos T-55, adquiridos na década de 1970, será supervisionada pela Controladoria Geral da República e pelo órgão interno de controle.

O ministro afirmou ainda que, além de equipar as Forças Armadas, também estão previstos investimentos para melhorar a qualidade de vida dos militares.

No encontro de chefes de Governo da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), realizado no dia 28 de agosto, o presidente do Peru, Alan García, apresentou aos demais governantes presentes a proposta de assinatura de um acordo para frear uma eventual corrida armamentista na região.

Com a iniciativa, Lima buscava convencer os países sul-americanos a redirecionar recursos atualmente investidos em compras militares para áreas sociais. A medida também ajudaria a evitar conflitos armados na América do Sul, já que diversos governos têm incrementado seus investimentos em equipamentos de defesa.

Para promover a iniciativa, o governo peruano decidiu enviar ministros a todas as nações do subcontinente a fim de convencer os presidentes a assinar a proposta. Entre as nações já visitadas pelos representantes do país estão Paraguai, Argentina e Bolívia.

Inicialmente, o pacto foi mal recebido pelo Chile, que mantém divergências com o Peru devido ao desenho de seus limites marítimos em um caso que tramita no Tribunal Internacional de Justiça, em Haia. Os dois países também enfrentaram recentemente uma denúncia de espionagem envolvendo militares peruanos que venderiam informações a autoridades chilenas.

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