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30/12/2009 - 15h25

Presidente do Chile faz apelo para que mineiros da estatal Codelco não entrem em greve

ANSA

SANTIAGO DO CHILE, 30 DEZ (ANSA) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, pediu aos trabalhadores da mina de cobre de Chuquicamata, que planejam iniciar uma greve, que aceitem a proposta de reajuste salarial feita pela estatal Codelco, que administra as atividades de exploração.

"Parece-me que a proposta da empresa é razoável e boa. Pediria aos trabalhadores que reconsiderem sua decisão [de paralisar os serviços, ndr.], que revisem a proposta, porque uma greve não beneficia ninguém, prejudica muitos, entre outros o patrimônio do nosso país", sugeriu a mandatária.

Em entrevista a uma emissora local, Bachelet comentou que "é evidente" que os mineiros de Chuquicamata "têm uma situação muito melhor que uma enorme quantidade de trabalhadores do nosso país".

No início da semana, a Coldeco -- que é a maior produtora de cobre do mundo -- ofereceu reajuste salarial de 3,8% e bônus equivalente a US$ 23 mil para um contrato de 36 meses. No entanto, os cerca de seis mil trabalhadores recusaram a proposta e decidiram entrar em greve na próxima segunda-feira.

Em assembleia realizada na noite de ontem, os trabalhadores decidiram pelo início da paralisação no próximo dia 4 e não no dia 31, como previa-se anteriormente, e afirmaram que não aceitaram nenhum contato com a empresa após o início do protesto.

A região de Chuquicamata produz cerca de 4% do cobre mundial e estima-se que uma possível greve, que seria a primeira em 13 anos, geraria uma perda diária de US$ 8 milhões.

Na mesma entrevista, Bachelet, que deixará o Executivo do país em 11 de março de 2010, disse que ser presidente do Chile "tem sido uma experiência maravilhosa".

"Tive momentos estupendos, decepções tremendas e um sentimento de responsabilidade enorme. Para mim, o essencial é ter tido esta oportunidade de viajar pelo nosso país, conhecer este Chile, o povo que faz este país todos os dias, que se sacrifica e se esforça", relatou a mandatária.

Em pesquisas divulgadas recentemente, a mandatária atingiu índices de aprovação de cerca de 80%, tornando-a uma das mais populares da história do Chile.

O sucessor de Bachelet será eleito no segundo turno das presidenciais, programado para 17 de janeiro. Na disputa estão Sebastián Piñera, da legenda opositora Coalizão pela Mudança, e Eduardo Frei, da governista Concertación.

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