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01/01/2010 - 16h42

Chile: Presidente do Partido Comunista fala em 'crise política'

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 1 JAN (ANSA) - O deputado eleito e presidente do Partido Comunista do Chile, Guillermo Teillier, afirmou que o país vive uma crise política e que o futuro é incerto porque não se sabe qual será o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 17 de janeiro.

A disputa para a chefia do Executivo chileno está entre o governista Eduardo Frei e o opositor e favorito Sebastián Piñera. De acordo com pesquisas, Piñera está sete pontos à frente do adversário -- na primeira etapa ele angariou 44% dos votos, contra 29% do outro candidato.

"O futuro é incerto porque não sabemos o que vai acontecer no segundo turno", explica Teillier, cujo partido concorreu no pleito com Jorge Arrate, que atraiu 6% das preferências e ficou em quarto lugar. No segundo turno, os comunistas apoiam Frei.

"O acontecimento claro é que há uma crise política no país, uma crise a respeito da forma de fazer política e dos conteúdos políticos que atualmente têm prevalecido", acrescentou.

Para reforçar a ideia, Teillier citou a renúncia de dois dos quatro presidentes dos partidos que formam a aliança governista Concertación, à qual pertencem Frei e a atual presidente chilena, Michelle Bachelet.

Na última quarta-feira, Pepe Auth, do Partido pela Democracia (PPD), e José Antonio Gómez, do Partido Radical (PR), abandonaram seus cargos para atender a uma solicitação feita pelo terceiro colocado no primeiro turno das eleições, o independente Marco Enríquez-Ominami.

Ominami, que recebeu 20% dos votos, disse que não apoiaria Frei na próxima etapa do pleito se não houvesse uma mudança profunda no comando da Concertación, o que incluiria a troca nos comandos dos partidos.

Apesar das duas renúncias, ontem o ex-presidenciável comunicou que as iniciativas "não eram suficientes". A estratégia adotada pelos governistas visa atrair os votos dos eleitores de Ominami, que, segundo analistas, decidirão o resultado das eleições.

Teillier também falou sobre a candidatura de Piñera. De acordo com ele, o opositor "teve que variar substancialmente seu discurso".

"Uma direita populista, demagógica, que até mesmo tem que pegar conteúdos políticos da esquerda chilena", acrescentou o dirigente, em alusão às medidas anunciadas pelo candidato de aumentar o imposto sobre as mineradoras e realizar reformas trabalhistas e tributárias.

Segundo Teillier, o discurso populista é produto do atual momento atravessado pelo Chile. "Se não se produzirem transformações de caráter estrutural, na educação, na saúde a na institucionalização do Estado, a crise vai se prolongar", refletiu.

Sobre o segundo turno das eleições, o deputado eleito disse esperar que a corrida presidencial resulte na vitória das forças de centro-esquerda da Concertación.

Ainda de acordo com o dirigente, 2009 foi um ano bom para o Partido Comunista porque a agremiação conseguiu eleger três deputados, o que terá "uma grande transcendência no ano que começa".

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