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01/01/2010 - 17h51

Espanha priorizará acordos com América Latina na presidência da UE

ANSA
MADRI, 1 JAN (ANSA) - O governo espanhol começa hoje formalmente seu mandato de seis meses na presidência rotativa da União Europeia (UE) com propostas de promover avanços nas relações com a América Latina, especialmente quanto a acordos comerciais.

"Aproveitaremos nossa presidência para impulsionar (...) a assinatura do Acordo de Associação da União Europeia com a América Central e de [outros] acordos comerciais", afirmou o premier espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, ao anunciar os objetivos de sua gestão -- que será executada, segundo ele, sem renunciar a "reativar as negociações entre a União Europeia e o Mercosul".

Assim como a UE, a entidade sul-americana também passa pela troca rotativa da presidência de turno, assumida pela presidente da Argentina, Cristina Kirchner.

Em ocasiões anteriores, a mandatária já havia dito que o acordo entre o bloco econômico e a União Europeia, cujas tratativas já duram mais de dez anos, também será uma das prioridades de sua gestão.

Em novembro, a primeira vice-presidente do Governo espanhol, María Teresa Fernández de la Vega, foi a Buenos Aires para encontrar Cristina e discutir o assunto. Na ocasião, as duas anunciaram a decisão de "reabrir as negociações" por um tratado.

Os principais impedimentos para os acordos integrais UE-Mercosul e UE-América Central dizem respeito às condições para o comércio. O lado europeu pede uma maior abertura econômica e comercial dos latino-americanos, de forma a facilitar investimentos, oferecer vantagens para compras governamentais e reduzir as tarifas sobre produtos industrializados.

Já o subcontinente em geral e o Mercosul em particular solicitam que a UE ponha fim aos subsídios que concede a seus agricultores, pois isso prejudica o ingresso na Europa dos principais produtos de exportação provenientes da América Latina.

As negociações entre a UE e a América Central foram congeladas com o golpe de Estado ocorrido em junho em Honduras, acontecimento que iniciou uma crise política após a deposição do presidente constitucional, Manuel Zalya, e a instauração de um governo de facto. Em 8 de dezembro, a UE pediu que as conversas fossem retomadas e o acordo, finalizado.

Zapatero também pretende avançar em conversas com a Colômbia e o Peru, cujos governos preferem estabelecer convênios ou tratados unilaterais com nações ou blocos antes de procurá-los em conjunto com outros países da região.

Uma das ocasiões propícias para fomentar as conversas será a Cúpula América Latina-Caribe-União Europeia (EU-LAC, em inglês), marcada para ocorrer em maio de 2010, em Madri. Segundo Cristina Kirchner, a oportunidade servirá para buscar aproximações.

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