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02/01/2010 - 16h15

Chile-eleições: Comunistas criam frente de apoio a candidato governista

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 2 JAN (ANSA) - Partidários do candidato derrotado à presidência do Chile Jorge Arrate lançaram hoje o grupo "Por Mais Democracia: Não à Direita" para apoiar o governista Eduardo Frei no segundo turno marcado para o dia 17.

O movimento é presidido pelo próprio Arrate e conta com outros membros do Partido Comunista -- entre eles, os deputados eleitos junto à primeira etapa das eleições, ocorrida dia 13 de dezembro, Guillermo Teillier, Lautaro Carmona e Hugo Gutiérrez.

O ex-candidato esclareceu que a formação do grupo não significa uma filiação à campanha da coalizão governista Concertación, da qual faz parte Frei, nem indica que os comunistas irão "sacrificar bandeiras, porque existem claras diferenças entre os objetivos da esquerda" e da aliança de centro-esquerda.

Frei foi o segundo colocado no primeiro turno das eleições, ocasião na qual angariou 29% dos votos. O opositor de direita, Sebastián Piñera, recebeu 44% das preferências e desponta como favorito também para a jornada do dia 17. O terceiro colocado foi o independente Marco Enríquez-Ominami, com 20%.

O ex-ministro Arrate, que ficou em quarto, com 6%, anunciou seu apoio ao governista logo após a divulgação dos resultados.

O comunista também evitou comentar as recentes movimentações da Concertación, que incluem a renúncia de dois dos presidentes dos quatro partidos da coalizão. A ação visa atrair o apoio e os votos de Enríquez-Ominami para o segundo turno, já que ele exigiu uma "renovação profunda" na aliança em troca de declarar-se favorável à chapa governista.

"Muito mais importantes são os compromissos acordados com Eduardo Frei, que representam um sinal positivo para iniciar um novo ciclo na política chilena, em cujo centro estejam os interesses dos cidadãos e a democratização da sociedade", afirmou.

De acordo com Juan Andrés Lagos, ex-chefe de campanha e porta-voz do grupo do Partido Comunista, a frente de esquerda pretende ter "um papel muito importante, fundamental" a fim de angariar os votos de Enríquez-Ominami.

Sem anunciar apoio a qualquer presidenciável no segundo turno, o independente deixou seus eleitores livres para escolher. Segundo a opinião de analistas, são essas pessoas que decidirão o resultado do pleito.

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