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14/01/2010 - 18h38

Chanceler italiano se solidariza com mortes de integrantes da missão de paz

ANSA
ROMA, 14 JAN (ANSA) - O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, enviou uma mensagem ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, solidarizando-se com a tragédia ocorrida no Haiti e afirmando que a Itália está fazendo sua parte.

"Fiquei profundamente chocado pela extrema gravidade do terremoto que golpeou ontem [na terça-feira] a República do Haiti, após o qual também a ONU -- há tempos empenhada em levar àquele país atormentado paz, estabilidade e desenvolvimento -- pagou um preço em termos de vítimas entre o pessoal trabalhando sob sua égide e danos materiais", afirma a missiva.

O terremoto de 7 graus na escala Richter que se abateu sobre a nação caribenha teve seu epicentro registrado a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. A cidade foi devastada pelo tremor, o pior a atingir o Haiti nos últimos 200 anos, e estimativas do presidente René Preval afirmam que o índice de mortalidade pode chegar a 50 mil.

Inúmeros edifícios da capital ruíram, entre eles a sede do governo, prédios de ministérios e o quartel-general da ONU, onde trabalhavam os funcionários da organização envolvidos na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

Na manhã de hoje, Ban afirmou que há 100 empregados da entidade desaparecidos. Ontem, René Preval confirmou a morte do chefe da missão, o tunisiano Hedi Annabi, mas o secretário-geral disse que ainda não se tem notícias sobre seu suposto falecimento.

O balanço de vítimas fatais entre pessoas vinculadas à ONU é de 36, segundo um porta-voz da Minustah, David Wimhurst. Seriam quatro policiais, 13 civis e 19 militares.

"Além das expressões de humana solidariedade que já enviamos ao governo haitiano, desejo mandar ao senhor [Ban], em nome do governo italiano e meu pessoalmente, profundas condolências pelas perdas de vidas humanas entre as fileiras da ONU", completou Frattini.

O chanceler do país europeu disse ainda que "a Itália não está se furtando em participar da mobilização internacional já em curso". Entre as iniciativas estão o envio ao Haiti de uma equipe de ajuda humanitária que verificará as condições logísticas e de segurança e a doação de um milhão de euros, anunciada ontem.

Além disso, o governo continua as tentativas de contato com os 190 de seus cidadãos que residem na nação caribenha. "Até agora não existem notícias de italianos envolvidos [na tragédia], embora estas informações precisem ser verificadas com tempo", explicou à imprensa o responsável pela Unidade de Crise da Chancelaria, Fabrizio Romano.

Desde ontem, 120 pessoas já foram localizadas. De acordo com Romano, um funcionário do ministério está indo de "casa em casa, vistando cada hotel" na tentativa de completar a lista.

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