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14/01/2010 - 13h57

Defesa Civil italiana diz que socorro no Haiti será 'muito complicado'

ANSA
L'AQUILA, 14 JAN (ANSA) - O chefe da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso, disse hoje que o trabalho de socorro às vítimas do terremoto ocorrido no Haiti "será muito complicado", pois a tragédia ocorreu em "uma das regiões mais pobres" do mundo e pouco preparada para este tipo de emergência.

"Após os primeiros momentos de distúrbio, poderá surgir a insatisfação daquelas pessoas que, infelizmente, não encontrarão as ajudas às quais estamos habituados em outras partes do mundo", disse Bertolaso.

O chefe da Defesa Civil está hoje na cidade italiana de Sant'Eusanio Forconese, próximo a L'Aquila, atingida em abril de 2009 por um terremoto de 5,8 graus na escala Richter que causou 300 mortes. Bertolaso participa da cerimônia de entrega de moradias antiterremoto às vítimas dessa tragédia.

Ele falou também da ajuda que será mandada ao Haiti por autoridades de L'Aquila e da região de Abruzzo, onde fica a cidade, e pela Defesa Civil italiana. "Vamos oferecer um socorro com bases logísticas para uma emergência que infelizmente já vivemos na própria pele", ressaltou.

Hoje, chegou a Porto Príncipe o primeiro avião enviado pela Itália, que levou ao país uma equipe de socorro formada por membros da Defesa Civil, funcionários do Ministério das Relações Exteriores e das forças de segurança italianas e representantes da Cruz Vermelha. Uma segunda aeronave partiu de Pisa com uma unidade hospitalar móvel.

Ao todo, 30 italianos trabalharão prestando assistência ao Haiti. "O objetivo é estudar as primeiras condições logísticas para o socorro. Outras ajudas chegarão com voos comerciais", explicou Guido Bertolaso.

Segundo ele, a Itália também poderá assumir o controle de um dos presídios da capital, devastada pelo tremor de 7 graus na escala Richter. "A Itália continuará no Haiti mesmo quando as câmeras de TV tiverem ido embora, porque há todas as condições para instituirmos um presídio fixo", disse.

O abalo sísmico ocorrido na terça-feira, o mais forte em 200 anos na região, teve seu epicentro a 15 quilômetros da capital Porto Príncipe. Ainda não há informações oficiais, mas o presidente haitiano, René Preval, estima que o número de mortos esteja entre 30 mil e 50 mil.

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