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14/01/2010 - 09h50

Dezenas de italianos estão desaparecidos no Haiti, diz Ministério

ANSA
ADDIS ABEBA, 14 JAN (ANSA) - O chanceler italiano, Franco Frattini, afirmou hoje que dezenas de cidadãos do país que vivem no Haiti ainda não entraram em contato com seus familiares após o terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou a capital da nação caribenha, Porto Príncipe.

"Não temos notícias positivas, dezenas de pessoas não respondem às chamadas", informou Frattini, que está em Addis Abeba, capital da Etiópia, parte de um giro por países da África.

Até a manhã de hoje, o Ministério das Relações Exteriores havia entrado em contato com 80 italianos no Haiti. Há registros de que 190 cidadãos do país europeu estariam na nação caribenha.

O chefe da Unidade de Crise da Chancelaria, Fabrizio Romano, explicou que muitos italianos podem ter deixado o Haiti, enquanto outros podem ter entrado no país antes do terremoto sem informar às autoridades.

Com isso, é impossível determinar com precisão quantos italianos se encontravam na nação caribenha no momento do abalo sísmico, o mais forte dos últimos 200 anos na região.

Nesta manhã, Frattini comentou também que a equipe de ajuda humanitária enviada ao Haiti está preparada para o socorro às vítimas. "Cada um deve saber o que fazer e onde", disse. O ministro das Relações Exteriores explicou ainda que a ONU possui "uma forte coordenação" no Haiti.

Frattini disse ainda que a União Europeia (UE) "estabeleceu uma conexão constante com todos os países, inclusive a Itália". Além disso, a Unidade de Crise da Chancelaria do país acompanha 24 horas por dia a situação no Haiti.

"Destinamos ajudas ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e ao Programa Alimentar Mundial. São os únicos modos para nos coordenarmos melhor. Não se pode fazer cada um por si. A coordenação europeia foi criada justamente com esse espírito", enfatizou o diplomata.

O Falcon da Aeronáutica italiana com ajuda humanitária partiu ontem do aeroporto militar de Roma, levando a bordo uma equipe de apoio que fará uma verificação das condições logísticas e de segurança no Haiti para o sucessivo envio de ajudas às populações atingidas pelo terremoto.

O avião está agora nas Ilhas Bermudas e deve aterrissar em Porto Príncipe nas próximas horas. Também deve partir hoje de Pisa um Hércules C-130 da Aeronáutica que levará mais ajuda humanitária e uma unidade hospitalar móvel.

O terremoto de terça-feira devastou a capital haitiana e fez desmoronar a sede do governo local, o prédio do Parlamento e o Palácio da Justiça.

Ainda não há informações oficiais, mas o primeiro-ministro do país, Jean-Max Bellerive, disse ontem que mais de 100 mil pessoas podem ter morrido. Por sua vez, o presidente do Haiti, René Preval, estima as mortes variam entre 30 mil e 50 mil.

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