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14/01/2010 - 11h25

Haiti começa a receber ajuda humanitária; madrugada tem novos tremores

ANSA
PORTO PRÍNCIPE, 14 JAN (ANSA) - A situação é dramática no Haiti, com milhares de pessoas ainda nas ruas da capital Porto Príncipe esperando ajuda em meio aos escombros das construções que vieram abaixo no terremoto da última terça-feira, o pior dos últimos 200 anos na região.

Durante a madrugada, além disso, dois novos tremores foram sentidos, com intensidades de 4,4 e 4,7 graus na escala Richter -- este a 50 quilômetros da capital e a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Porto Príncipe, Carrefour, Jacmel e Grand Goave foram os locais mais afetados pela tragédia, que de acordo com o presidente René Preval pode ter causado até 50 mil mortes.

O terremoto de terça-feira chegou a 7 graus na escala Richter, força que derrubou vários edifícios na capital, incluindo o palácio de governo, hospitais, dezenas de escolas, a sede do Parlamento e o quartel-general da ONU.

O Brasil, que lidera a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), confirmou as mortes de 14 militares. Quatro estão desaparecidos. Ao todo, são cerca de 1.300 oficiais no país. A médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, também faleceu.

A comunidade internacional se mobiliza para enviar ajuda ao país, que é o mais pobre do Hemisfério Ocidental.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que os Estados Unidos darão ao Haiti um auxílio "de longo prazo". "O esforço imediato é agora para salvar o maior número possível de vidas e socorrer os feridos. Devemos fazer chegar alimentos, água, remédios e oferecer refúgios temporários", afirmou.

O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, já está no Haiti para acompanhar o trabalho de resgate e atendimento das vítimas. Ontem, o Brasil anunciou que cederá US$ 15 milhões e enviará um carregamento de 28 toneladas de alimentos.

A ONU anunciou que vai liberar US$ 10 milhões e o Banco Mundial, US$ 100 milhões. As primeiras equipes de especialistas dos Estados Unidos chegaram a Porto Príncipe durante a madrugada.

Uma embarcação norte-americana também está no Haiti. Ontem, o primeiro avião brasileiro aterrissou no país com 14 toneladas de remédios e alimentos. Uma equipe da Defesa Civil do Rio de Janeiro deve ser enviada em uma nova aeronave.

Na América Latina, Argentina, Chile, Cuba, Equador, México, Panamá e Venezuela, entre outras nações, também anunciaram que enviarão ajuda.

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