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15/01/2010 - 19h32

Norte-americanos fazem doações por celular a vítimas do terremoto no Haiti

ANSA
WASHINGTON, 15 JAN (ANSA) - Boa parte das doações recolhidas por organizações humanitárias com base nos Estados Unidos às vítimas do terremoto no Haiti foi feita por meio de telefones celulares.

A Cruz Vermelha norte-americana comunicou que até a noite desta quinta-feira havia recebido US$ 35 milhões em contribuições financeiras -- sendo US$ 10 milhões provenientes de pessoas que ligaram para números especialmente designados.

A Mobile Giving Foundation, que coordena várias iniciativas de caridade a partir de aportes feitos de telefones móveis, informou que somente nas primeiras 36 horas depois do terremoto já tinha recolhido US$ 7 milhões em doações.

De acordo com Jim Manis, diretor da fundação, em alguns momentos do dia houve picos de 10 mil mensagens de texto por segundo, enviadas para números específicos ativados pela organização.

Entre as opções, os norte-americanos poderiam doar US$ 10 à Cruz Vermelha ao escrever a palavra "Haiti" em seus celulares e encaminhar o torpedo para o número 909999. O mesmo valor era recebido pela Clinton Foundation -- do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton (1993-2001) -- a cada vez que um usuário mandava o mesmo texto para 202222.

Porta-vozes das campanhas por celular asseguraram que 100% das "microdoações" são destinadas às respectivas organizações humanitárias, e que o aporte aparecerá na conta telefônica mensal.

Além da população civil, inúmeras empresas norte-americanas se dispuseram a doar recursos para ajudar nos trabalhos de socorro e assistência às vítimas do terremoto. Entre as companhias mais ativas estão a Pepsi, que anunciou a contribuição de US$ 1 milhão, assim como o McDonald's, o Google e os bancos Morgan Stanley e JP Morgan Chase.

O sismo que atingiu o Haiti nesta terça-feira foi o mais intenso a se abater sobre a região nos últimos 200 anos, tendo alcançado 7 graus na escala Richter. A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um informe no qual avalia que metade dos edifícios da capital, Porto Príncipe, esteja danificada ou destruída. As estimativas são de que até 100 mil pessoas tenham morrido em consequência do terremoto.

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