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20/01/2010 - 13h32

Vice-presidente do Partido Socialista renuncia após derrota eleitoral no Chile

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 20 JAN (ANSA) - O vice-presidente do Partido Socialista chileno, o senador Juan Pablo Letelier, renunciou hoje ao cargo e pediu a demissão de todos os dirigentes da legenda, para que também assumam a responsabilidade pela derrota eleitoral no segundo turno, vencido pelo empresário Sebastián Piñera, da Coalizão pela Mudança.

Segundo Letelier, é preciso que as lideranças do Partido Socialista, que integra a coalizão governista Concertación, deixem seus cargos para abrir espaço a um amplo debate sobre o resultado das urnas.

Esta reflexão proposta pelo político deve ocorrer durante a próxima reunião do Comitê Central de seu partido, prevista para ocorrer neste sábado. "Eu me sinto corresponsável pelos erros e pelas insuficiências que tivemos para chegar a estes resultados e não conseguir capitalizar um extraordinário governo como o da presidente [Michelle] Bachelet", opinou.

Na visão de Letelier, a coalizão governista Concertación "perdeu pela incapacidade de ler o que está acontecendo na sociedade". Também as "práticas políticas e as situações de intolerância" contribuíram para a derrota no pleito de domingo, opinou o senador em entrevista à rádio Cooperativa.

"As causas de nossa derrota são muitas", enfatizou. A Concertación não conseguiu transformar em votos a aprovação popular de Bachelet, superior a 80%. Com isso, o candidato governista Eduardo Frei foi derrotado.

Após receber 24% dos votos no primeiro turno, Frei ensaiou uma reação, mas recebeu apenas 48,3% dos votos e não conseguiu superar Piñera, eleito com 51,6%.

Hoje, Letelier admitiu também que seu país "virou à direita", porém disse que a eleição de domingo passado "não foi um fracasso" para a Concertación, "porque entre 48% e 49% dos chilenos não votaram em Piñera".

Letelier antecipou que após esta "guinada à direita" do Chile, os setores mais conservadores "já estão mostrando sua face".

Ele destacou que ontem Piñera "falou de privatizar a [Corporação Nacional do Cobre] Codelco", enquanto o presidente do Senado, Jovino Novoa, cogitou "encerrar as investigações sobre violações aos direitos humanos" cometidas durante a ditadura de Augusto Pinochet, entre 1973 e 1990.

"Para mim é a velha direita em muitos aspectos e temos responsabilidade por isso", explicou. O pleito de domingo pôs fim a 20 anos de governos da Concertación.

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