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30/01/2010 - 13h48

Governo argentino nega crise e ratifica ministro da Economia

ANSA
BUENOS AIRES, 30 JAN (ANSA) - O governo argentino ratificou hoje Amado Boudou como titular do Ministério da Economia, ao mesmo tempo em que negou que a crise ocasionada por desentendimentos com a presidência do Banco Central do país possa gerar riscos à economia local.

Em declarações à imprensa, o chefe de gabinete da presidência, Aníbal Fernández, ratificou o apoio do governo argentino a Boudou, que "tomou decisões com um grau de acerto que é digno de se destacar".

Fernández negou assim um suposto mal-estar oficial pela postura do ministro na condução do caso Redrado e reiterou que a economia não será afetada por esta crise.

Martín Redrado se tornou o centro de um conflito interno em dezembro passado, quando se opôs à criação do Fundo do Bicentenário, idealizado para pagar uma parte da dívida pública argentina com reservas do Banco Central.

Exonerado de seu cargo no último dia 7 de janeiro, por meio de um decreto firmado pela presidente Cristina Kirchner, Redrado conseguiu permanecer no posto após apresentar um recurso à Justiça. O tema passou ao Congresso, onde uma comissão analisa a situação.

Contudo, ontem, o então presidente do BC argentino apresentou sua renúncia, mas reiterou que a medida do governo "é inconstitucional".

Hoje, Fenández também negou a eventual designação do economista Mario Blejer ao posto de Boudou, e ratificou que o atual ministro realiza um trabalho "muito inteligente, sério e pensado".

Por sua vez, Boudou apontou que as políticas na área econômica não devem mudar, pois "não há nenhum fator objetivo para que mudemos o comportamento da economia do último trimestre", segundo disse ao jornal La Nación.

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