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02/02/2010 - 10h21

Presidente do México anuncia novo plano para combater violência em Ciudad Juárez

ANSA
TÓQUIO E CIDADE DO MÉXICO, 2 FEV (ANSA) - O presidente mexicano, Felipe Calderón, expressou sua "dura condenação pelo vil assassinato" de 16 jovens que participavam de uma festa no domingo, em Ciudad Juárez, e anunciou um novo plano para restaurar a segurança na região.

Em Tóquio, onde realiza uma visita oficial de três dias em comemoração aos 400 anos das relações bilaterais entre México e Japão, Calderón explicou que "provavelmente os homicídios são o resultado do acerto de contas" de grupos criminosos rivais.

De acordo com o presidente, os detalhes sobre as novas medidas de segurança a serem implantadas na área de Ciudad Juárez -- localizada na fronteira com os Estados Unidos, em Chihuahua, e considerada a cidade mais violenta do mundo -- serão divulgados nos próximos dias.

Para Calderón, as necessidades da região vão muito além da ação policial porque "é um problema mais complexo" que envolve "crime organizado, ausência das instituições e uma raiz social importante". Só em 2009, narcotraficantes assassinaram 2.632 pessoas na cidade.

Ainda não se sabe o motivo do ataque que resultou na morte dos 16 jovens, mas há suspeitas de que entre as vítimas estivesse uma testemunha de um processo contra um membro de uma organização criminosa.

Também no domingo dez pessoas foram assassinadas em três bares da cidade de Torreón, em Coahuila. Somando as duas ações, 22 pessoas ficaram feridas.

Ainda nesta segunda-feira, o Senado mexicano convocou os membros do gabinete de Segurança Nacional a comparecerem perante os congressistas de maneira imediata, depois de condenar os atos de violência do final de semana.

A Casa legislativa pretende revisar a estratégia do governo federal contra o crime organizado, a qual, segundo parlamentares de oposição a Calderón, aumentou a violência no México "sem obter sucessos significativos".

Os funcionários chamados foram os ministros da Defesa Nacional Guillermo Galván Galván; da Marinha, Mariano Francisco Saynez Mendoza; da Segurança Pública, Genaro García Luna; e o titular da Procuradoria Geral da República (PGR), Arturo Chávez Chávez.

Os senadores do governista Partido Ação Nacional (PAN) e do opositor Partido da Revolução Democrática (PRD) concordaram que o Congresso deve assumir também sua responsabilidade na violência que assola o país ao não legislar sobre programas de prevenção, leis anticorrupção e descentralização de recursos.

"O sangue de Ciudad Juárez corre pelo piso do Senado, pelos bancos, porque a Câmara não fez nada para impulsionar o desenvolvimento municipal", lamentou o parlamentar do PAN Ramón Corral, ex-prefeito da cidade fronteiriça.

O jornal Milenio quantificou em 904 o número de homicídios ocorridos em janeiro no México, o que converteu este mês no mais violento desde o início das ações contra o narcotráfico e o crime organizado empreendidas por Calderón, que assumiu o governo em dezembro de 2006.

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