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06/02/2010 - 15h09

Vaticano nega que Papa queira interferir na política britânica

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 6 FEV (ANSA) - O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse hoje que não existe nenhuma intenção de ingerência da parte do papa Bento XVI na política britânica, mas uma "manifestação de suas posições a serviço do bem comum".

Na segunda-feira, o Pontífice recebeu em audiência religiosos ingleses e galeses e fez uma referência implícita à Equality Bill, lei que está sob análise do parlamento do Reino Unido e que dá direitos de igualdade a homossexuais.

Bento XVI criticou o fato de que instituições católicas de adoção estarão submetidas, caso a legislação seja promulgada, a conceder a guarda de crianças a casais formados por pessoas do mesmo sexo.

Segundo o Papa, as regras sobre igualdade contrariam a lei natural e não permitem que a comunidade religiosa aja "segundo sua fé".

Apesar do chefe de Estado do Vaticano não ter falado abertamente sobre a Equality Bill, a imprensa da Grã-Bretanha considerou as palavras como um ataque às normas anti-discriminação.

"As pessoas sérias compreendem rapidamente que não se trata de algum modo de interferência da Igreja na dinâmica social e política, mas de uma devida -- e até mesmo corajosa -- manifestação das suas posições a serviço do bem comum", afirmou Lombardi.

No editorial semanal "Octava dies", publicado pela Rádio Vaticana, o porta-voz da Santa Sé citou o rabino-chefe britânico e lorde Jonathan Sacks, que defendeu a liberdade de expressão de Bento XVI no jornal Times.

"Não somente os católicos veem o problema: é um problema para todos, para enfrentar honestamente se queremos verdadeiramente construir juntos uma sociedade melhor", acrescentou Lombardi.

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