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08/02/2010 - 09h06

Candidatos opositores reconhecem derrota em eleições da Costa Rica

ANSA
SAN JOSÉ, 8 FEV (ANSA) - Os principais candidatos opositores às eleições presidenciais da Costa Rica, Ottón Solís, do Partido Ação Cidadã (PAC), e Otto Guevara, do Movimento Libertário (ML), reconheceram sua derrota frente a governista Laura Chinchilla, do Partido Libertação Nacional (PLN).

O Tribunal Supremo de Eleições do país anunciou que, com 94,182% das urnas apuradas após a jornada eleitoral realizada ontem, Chinchilla recebeu 46,762% das preferências; Solís, 25,169%; e Guevara, 20,831%.

O resultado dá a vitória à candidata -- segundo a legislação costa-riquenha, para que o mandatário seja eleito no primeiro turno é necessário angariar uma cifra superior a 40% dos votos válidos.

"Quero felicitar Laura Chinchilla, que vai ser presidente da Costa Rica, que conte com meu apoio para o bem que pode fazer", parabenizou Solís, que disputava a chefia do Executivo pela terceira vez.

"Temos pessoas extraordinárias no PAC que auxiliarão o país. Eu ajudarei para que siga adiante. Tenho o coração grande porque no passado nunca tive a intenção de ser presidente, mas sim de resolver problemas (...), e os costa-riquenhos nos deram confiança total", acrescentou.

Otto Guevara -- que antes da divulgação dos resultados anunciava sua vitória com uma diferença de cinco pontos percentuais sobre Chinchilla -- também reconheceu a derrota e já lançou a campanha para o próximo pleito.

"Aproveito a oportunidade para enviar minhas felicitações à nossa presidente eleita e convido os libertários a celebrar. Temos um partido vivo que já não é minoritário e com o qual lutaremos para chefiar o Poder Executivo em 2014", afirmou, segundo informações do jornal Nación.

O postulante do ML, segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, explicou que ainda não compreendeu porque ficou em terceiro lugar nas urnas. "Foi uma surpresa e algo que teremos que revisar nas próximas semanas para superar os erros", lamentou.

Ainda na noite de ontem, Chinchilla fez um discurso de 25 minutos no qual afirmou que sua gestão será guiada pela transparência e independência de ações. "Me cabe justificar a confiança com um governo com independência de critério e com a visão no bem-estar do meu país", disse ela.

Ex-vice-presidente do atual mandatário, Oscar Arias, ela insistiu que a Costa Rica terá um Executivo de "portas abertas" sem que isto implique na falta da adoção e realização de decisões urgentes.

Chinchilla pediu que os dirigentes dos partidos de oposição, a imprensa e as organizações sociais ajudem-na na tarefa de instituir um período de prosperidade. "Não trairei a confiança que me deram porque ela não foi presenteada a mim, mas emprestada", declarou.

A presidente eleita disse ainda que combaterá a insegurança, uma das maiores preocupações da população, e que seu principal objetivo será a redução da criminalidade, violência e narcotráfico.

Ela também anunciou que focará o desenvolvimento econômico e social do país, trabalhará pelo fortalecimento da educação pública e da introdução de novas tecnologias, reduzirá a lista de espera nos hospitais e criará uma rede de cuidados a idosos e crianças.

Chinchilla reiterou ainda seu compromisso com a sustentabilidade ambiental e prometeu fazer da Costa Rica a primeira nação do mundo neutra em emissões de carbono.

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