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09/02/2010 - 15h58

Equador quer ações de longo prazo para apoiar desenvolvimento do Haiti

ANSA
QUITO, 9 FEV (ANSA) - O presidente do Equador, Rafael Correa, ressaltou hoje a importância de que o auxílio dado ao Haiti também sustente, no longo prazo, o desenvolvimento do país, atingido por um forte terremoto no dia 12 de janeiro.

O mandatário, que exerce a presidência temporária da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), falou durante um encontro do bloco dedicado a debater justamente ações conjuntas de ajuda ao Haiti. A reunião ocorre em Quito e conta com a presença do presidente haitiano, René Preval.

"Desenvolvimento é também um processo de acompanhamento, e esse deve ser o enfoque de nossa cooperação, acompanhar o Haiti em direção ao futuro", disse ele.

Para Correa, "a ajuda imediata e massiva" oferecida pelas nações mais ricas "nem sempre é a mais eficaz, pois desaparece no médio prazo e cria distorções".

O presidente do Equador, idealizador da cúpula, esteve no Haiti no fim de janeiro e falou hoje de suas impressões sobre a tragédia, na qual mais de 200 mil pessoas perderam a vida.

"Trata-se de uma das mais graves crises humanitárias da história recente, agravada pela destruição da pouca institucionalidade que restava nesta nação irmã", afirmou.

Brigada de Solidariedade Já o mandatário paraguaio, Fernando Lugo, defendeu ante os demais membros da Unasul a formação de uma secretaria técnica, que reuniria especialistas da região com o objetivo de planejar as medidas que seriam adotadas para reconstruir o Haiti.

Ele também pediu ao bloco que aja com respeito "ao povo e ao governo do Haiti" e inspirado por uma "genuína solidariedade".

"Desde aquele fatídico 12 de janeiro, o mundo está se voltando para o Haiti com olhares distintos, mas o olhar da Unasul deve ser respeitoso ao processo haitiano, à história e aos sonhos do país", disse Lugo.

O presidente do Paraguai sugeriu ainda que a Unasul crie instrumentos para que a região tenha como reagir de maneira imediata a casos similares ao do Haiti. Neste sentido, propôs a formação de uma "brigada de solidariedade".

Participam do encontro também os presidentes do Peru, Alan García, e da Colômbia, Álvaro Uribe. O venezuelano Hugo Chávez cancelou sua viagem na última hora e mandou como representante o chanceler Nicolás Maduro.

Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Guiana, Suriname e Uruguai também mandaram funcionários.

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