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09/02/2010 - 17h58

Políticos italianos condenam protesto diante de embaixada no Irã

ANSA
ROMA, 9 FEV (ANSA) - O político italiano Daniele Capezzone, porta-voz do partido governista Povo da Liberdade (PDL), criticou hoje o governo do Irã depois que a Embaixada do país em Teerã foi alvo de um protesto "hostil" de milicianos pró-regime.

"A tentativa de agressão dos milicianos iranianos contra a Embaixada da Itália é mais um testemunho de quanto o regime de Teerã é violento e frágil", disse.

Nesta terça-feira, milicianos protestaram diante de representações diplomáticas de países europeus, entre eles a Itália.

Em um discurso preferido no dia 3 de fevereiro no Knesset (Parlamento de Israel), o premier italiano, Silvio Berlusconi, havia criticado o programa nuclear iraniano e pediu "fortes sanções" ao país.

O chanceler italiano, Franco Frattini, manifestou preocupação com o episódio violento e "hostil" ocorrido em Teerã. O embaixador da Itália no país, Alberto Bradanini, acusou o governo local de "orquestrar" os protestos.

"As palavras pronunciadas por Silvio Berlusconi são motivo de orgulho. A Itália toma a bandeira política e moral da promoção da liberdade e da democracia", afirmou Capezzone ao comentar o episódio.

Já na visão de Manuela Palermi, do diretório político do Partido dos Comunistas Italianos (PDCI), "poucos dias depois [das declarações de Berlusconi contra o governo do Irã], colhem-se os frutos semeados".

O líder do opositor Partido Democrata (PD) na Câmara dos Deputados, Francesco Tempestini, defendeu uma postura de flexibilidade em relação ao Irã. "É necessário conjugar firmeza e abertura em relação ao regime iraniano", afirmou.

"Pedimos ao ministro Frattini que tome com absoluta urgência medidas para evitar resultados dramáticos da próxima manifestação de 11 de fevereiro, dia do 31º aniversário da República Islâmica do Irã [proclamada pela revolução do aiatolá Khomeini]", acrescentou o parlamentar.

Mais tarde, o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Stefano Stefani, condenou a ação dos milicianos contra a Embaixada da Itália. "Considero este episódio gravíssimo e compartilho a linha da firmeza assumida pelo ministro Frattini", ressaltou.

Em um comunicado, os eurodeputados Potito Salatto, Marco Scurria e Salvatore Tatarella também se posicionaram contra a atitude da milícia. "A agressão à Embaixada italiana em Teerã, noticiada pelo ministro Frattini, é um ato inaceitável, um gesto de intimidação ao nosso país", ressaltaram.

Na mesma linha, a deputada Margherita Boniver, do PDL, ponderou que "só uma fragilidade política e um progressivo isolamento do regime iraniano explicam tanto nervosismo".

A manifestação em frente à sede diplomática também foi repudiada pelo secretário do partido União dos Democratas Cristãos e de Centro (UDC), Lorenzo Cesa, que pediu "uma ação" para "condenar e punir as violentas provocações" do Irã.

Segundo relatos de fontes da Chancelaria italiana ouvidas pela ANSA, na manifestação os iranianos gritavam: "Se não mudar, este é apenas o início" e "Morte à Itália, morte a Berlusconi".

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