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09/02/2010 - 19h37

Unasul aprova criação de fundo de US$ 100 mi para ajudar o Haiti

ANSA
QUITO, 9 FEV (ANSA) - A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) aprovou, ao término de uma reunião realizada hoje em Quito, no Equador, a constituição de um fundo de US$ 100 milhões destinado a custear a reconstrução do Haiti, país atingido por um forte terremoto no dia 12 de janeiro.

Em uma declaração de 12 pontos, o bloco também se comprometeu a enviar barracas para atender às milhares de pessoas que ficaram desabrigadas. O abalo sísmico, que alcançou 7 graus na escala Richter, causou mais de 200 mil mortes e afetou milhões de haitianos.

O encontro de hoje, de caráter extraordinário, foi convocado pelo presidente do Equador, Rafael Correa, que atualmente encabeça a Unasul, e contou com a presença do mandatário haitiano, René Preval, que assistiu às discussões como convidado.

No documento conjunto, os países sul-americanos também abordam a hipótese de cancelar as dívidas do Haiti, nação mais pobre do Hemisfério Ocidental, e apoiam a sugestão de pedir, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a abertura de uma linha de crédito de US$ 200 milhões.

O empréstimo teria um prazo de pagamento de entre 15 e 20 anos e uma taxa de juros mínima. A garantia seria dada pela Unasul.

Também foi acordado trabalhar pela recuperação do setor agrícola do país centro-americano, o que incluirá políticas de reflorestamento e a doação de sementes e insumos.

Ao fazer sua exposição, o presidente do Haiti, René Preval, chamou a atenção para a necessidade de "remodelar" o país mediante o investimento nas áreas rurais. O objetivo, segundo ele, seria reduzir a dependência da capital Porto Príncipe.

A declaração da Unasul, aprovada por unanimidade, prevê ainda incrementar as ações dos 12 países-membros do bloco em matéria de saúde, mas sempre sob a supervisão do governo haitiano.

Quanto à reconstrução da infraestrutura, a entidade determinou a instalação de albergues destinados a receber as milhares de pessoas desabrigadas e a doação de máquinas ao governo.

Sobre as políticas de reflorestamento, a Unasul ressaltou a necessidade de estimular a diversificação de fontes e o uso de energias renováveis para que o Haiti não fique tão refém do consumo da madeira, o que levou à quase extinção da vegetação no país.

A educação também foi contemplada, com a construção de novas escolas. Os edifícios serão dotados de tecnologias anti-sísmicas. Os países da Unasul também definiram a articulação do envio de ajudas ao Haiti por via marítima e a formação de uma brigada de solidariedade para atuar em seu território.

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