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09/02/2010 - 16h54

Venezuela e Colômbia propõem medidas de auxílio ao Haiti em Quito

ANSA
QUITO, 9 FEV (ANSA) - O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, reiterou hoje a disposição de seu país para cooperar com a recuperação do Haiti, processo que, segundo ele, deve estar centrado em dois eixos: reconstrução da infraestrutura e produção de alimentos.

Maduro participa no Equador de um encontro da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) dedicado a discutir ações de auxílio ao Haiti, atingido por um forte tremor no dia 12 de janeiro. Mais de 200 mil pessoas morreram.

Além de ressaltar a importância de constituir "reservas de alimentos" para o país, o chanceler venezuelano, que representa o presidente Hugo Chávez, afirmou ser "urgente que se desenvolvam capacidades técnicas para assessorar a reabilitação de algumas linhas de transmissão" de energia elétrica.

Colômbia

Antes, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, havia sugerido que Bogotá fique responsável pela reconstrução de uma área específica do Haiti. Ele assegurou, contudo, que seu governo também trabalhará em conjunto com os demais países da região.

Segundo o mandatário, durante uma visita feita a seu país na última segunda-feira, o ministro do Interior do Haiti, Paul Antoine Bien-Aimé, pediu a ele que a Colômbia se dedicasse a auxiliar uma região especialmente atingida pelo terremoto. Uribe não revelou, porém, nem o nome nem a localização dessa área.

Bien-Aimé solicitou à Colômbia que "ficasse responsável pela reconstrução de uma localidade onde vivem cerca de 80 mil pessoas, das quais 65 mil foram afetadas pelo abalo sísmico", disse ele.

Uribe indicou, além disso, que a exemplo de outras nações sul-americanas também pedirá um crédito para iniciar os trabalhos de recuperação do Haiti. O dinheiro, explicou, será destinado tanto para um fundo multilateral da Unasul como para a região que será auxiliada especialmente pela Colômbia.

"Vamos pedir um crédito para investir o dinheiro tanto no projeto específico como nos multilaterais", enfatizou.

Uribe viajou pela primeira vez ao Equador desde que os dois países romperam as relações diplomáticas bilaterais, em março de 2008. A medida foi tomada por Quito depois que um acampamento de guerrilheiros situado em território equatoriano foi bombardeado por forças colombianas.

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