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10/02/2010 - 16h11

Após denúncia de corrupção, Berlusconi ratifica apoio a chefe da Defesa Civil

ANSA
ROMA, 10 FEV (ANSA) - O premier italiano, Silvio Berlusconi, ratificou hoje sua confiança no chefe da Defesa Civil da Itália, Guido Bertolaso, que é investigado por suposto ato de corrupção em licitações públicas.

"Conversei com doutor Bertolaso por telefone, para dizer a ele que o Conselho de Ministros rejeitou a sua demissão", relatou o premier na tarde de hoje, que disse que o chefe da Defesa Civil demonstrou a intenção de "continuar" no cargo.

Bertolaso colocou seu posto à disposição imediatamente após ter sido notificado pela Procuradoria de Florença de uma investigação em que ele poderia estar envolvido em um suposto esquema de fraude em licitações de obras que foram feitas na cidade de La Maddalena, na ilha da Sardenha.

Antes, durante a reunião de seu gabinete, Berlusconi reiterou seu apoio a Bertolaso e declarou que não aceitaria sua renúncia. Segundo o subsecretário do governo, Gianni Letta, o primeiro-ministro "está convencido" de que tudo será esclarecido.

Também os senadores Francesco Ferrante e Roberto Della Seta, do Partido Democrata (PD, principal força de oposição), saíram em defesa do italiano. "Estamos pessoalmente convencidos não só da competência, mas também da honestidade de Guido Bertolaso, e esperamos que a Justiça, na qual confiamos, ateste rapidamente o distanciamento de qualquer hipótese de crime", disseram os parlamentares em uma nota conjunta.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, se disse "convencido" de que o chefe da Defesa Civil "poderá demonstrar logo a própria e absoluta distância dos fatos que lhe são atribuídos".

La Russa ressaltou que Bertolaso "soube coordenar as atividades após o terremoto em L'Aquila", que no mês de abril do último ano deixou quase 300 mortos e devastou a região central de Abruzzo.

As obras na ilha da Sardenha foram iniciadas previamente à Cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia), que ocorreu entre os dias 8 e 10 de julho.

Inicialmente, o evento seria realizado em La Maddalena, mas após o abalo sísmico foi transferido a L'Aquila. Mesmo assim, foram destinados 327 milhões de euros para a recuperação de um ex-arsenal abandonado no local e para a construção de um porto com capacidade para receber 600 embarcações.

As suspeitas de irregularidade nas licitações surgiram a partir de uma interceptação telefônica realizada pela Procuradoria de Florença. Outras quatro pessoas acusadas de envolvimento.

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