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11/02/2010 - 12h48

Argentina e Uruguai sabem que precisam resolver conflito, diz representante uruguaio

ANSA
MONTEVIDEU, 11 FEV (ANSA) - A Argentina e o Uruguai estão conscientes de que o conflito bilateral causado pela instalação de uma fábrica de pasta de celulose na fronteira entre os dois países não pode continuar, é o que aponta um alto funcionário da Chancelaria uruguaia.

De acordo com o diretor de Assuntos Políticos do Ministério das Relações Exteriores de Montevidéu, Elbio Roselli, há "fundadas expectativas" de que o caso será solucionado, principalmente pelo fato do presidente eleito do Uruguai, José Mujica, ter aberto "um canal de comunicação" com as autoridades argentinas, o que incluiu até uma reunião com a mandatária Cristina Kirchner.

"Em todos os níveis, na Argentina e no Uruguai, há a ideia de que 'assim não podemos seguir'", explica Roselli em declarações à revista Búsqueda.

A tensão começou em 2007, quando a empresa finlandesa de celulosa Botnia [atualmente UPM] se instalou na cidade uruguaia de Fray Bentos. Ambientalistas e moradores da província argentina de Entre Rios, que faz divisa com o Uruguai, afirmam que a indústria polui o Rio Uruguai e, como forma de protesto, bloqueiam há mais de três anos pontes que ligam os dois países -- uma delas permanece fechada ininterruptamente.

O caso foi levado ao Tribunal Internacional de Justiça, de Haia, que deve anunciar sua sentença até o fim do primeiro semestre.

Ontem, ao participar de um Foro Empresarial em Punta del Este, Mujica, que assumirá o Executivo uruguaio no próximo dia 1º, comentou que "não há conflito" com o país vizinho. "O problema é não poder cruzar a ponte [General San Martín]. Mas isso será resolvido", destacou.

Na última quinta-feira, foi anunciada a instalação de outra fábrica no Uruguai, desta vez da empresa sueco-finlandesa Stora Enso, em sociedade com a chilena Arauco. A companhia estará localizada em Conchillas, nas margens do Rio da Prata.

O investimento alcançará cifras entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, e a fábrica será ainda maior do que a localizada em Fray Bentos.

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