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11/02/2010 - 12h00

Chanceler italiano lamenta confrontos entre polícia iraniana e opositores de Ahmadinejad

ANSA
ROMA, 11 FEV (ANSA) - O chanceler da Itália, Franco Frattini, disse que "nada de bom" pode resultar dos confrontos entre as forças de ordem iranianas e opositores ao governo de Mahmoud Ahmadinejad em ocasião do 31º aniversário da República Islâmica do Irã.

As manifestações ocorrem em cidades como Teerã, Istahan e Shiraz. Segundo relatos, várias pessoas foram presas e uma mulher morreu. A data de hoje celebra a vitória da Revolução Islâmica comandada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini em 1979.

"Apelamos uma enésima vez às autoridades iranianas para que não aconteçam terríveis cenas de violência e repressão", afirmou Frattini em entrevista à imprensa italiana, dizendo que tais ocorrências "preocupam muito".

O ministro das Relações Exteriores explicou também que as notícias de confrontos já eram esperadas. "É o momento do Irã parar com esta violência", declarou ele. "Não interferimos em assuntos internos, mas estes são direitos fundamentais e absolutos, que toda a comunidade internacional quer ver respeitados", continuou.

O chanceler informou ainda que a Embaixada italiana em Teerã enviou novamente uma "mensagem de grande cautela" aos cerca de 600 cidadãos do país que se encontram no Irã. "Evidentemente as praças podem ser perigosas e é bom ter muito cuidado", explicou.

Na terça-feira, iranianos protestaram diante das sedes diplomáticas de alguns países europeus. A manifestação realizada em frente à representação italiana durou 20 minutos e contou com a presença de cerca de 100 pessoas.

"O embaixador italiano no Irã permanece onde está e a embaixada não fechará", afirmou hoje o vice-chanceler do país europeu, Alfredo Mantica, reafirmando o que Frattini já havia adiantado ontem. O vice-ministro comentou que a Itália decidiu não participar da festa em comemoração ao aniversário da revolução, assim como também fizeram outras nações.

Retomando seus discursos anteriores, Frattini disse mais uma vez que é necessário impor sanções ao Irã de forma a golpear as autoridades mas preservar a população. Ele também reafirmou que a comunidade internacional deve permanecer unida.

O chanceler comentou ainda que empreender uma ação militar contra o país ou ameaçar fazê-lo seria "uma catástrofe para o mundo inteiro". Segundo ele, são necessárias "sanções compartilhadas e efetivas" para convencer Teerã a voltar às mesas de negociação.

O ministro italiano condenou as críticas do presidente iraniano contra seu homólogo norte-americano, Barack Obama. Segundo Ahmadinejad, o mandatário dos Estados Unidos "está perdendo a ocasião de agir de modo correto". Para Frattini, as acusações são um "sinal de um regime que se enfraquece".

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