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11/02/2010 - 11h10

Chávez pede que Obama reveja política externa norte-americana para a Venezuela

ANSA
CARACAS, 11 FEV (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, solicitou a seu homólogo dos Estados Unidos, Barack Obama, uma revisão da postura em relação ao país sul-americano a fim de que ambas nações restabeleçam o diálogo e melhorem as relações bilaterais.

Chávez disse esperar que "Obama retifique a tempo sua política", a qual vem sendo marcada por "atropelos em relação à Venezuela". Ele discursou em um ato no qual anunciou as empresas que ganharam a licitação para explorar petróleo na Faixa de Orinoco.

"Deus queira que vocês nos ajudem a melhorar as relações e a situação com o governo de Obama", completou o mandatário venezuelano, referindo-se aos representantes da companhia norte-americana Chevron, uma das vencedoras do processo licitatório.

O presidente sul-americano ainda pontuou que "tinha esperanças de que as relações com os Estados Unidos se estreitassem", mas que este sentimento foi abalado após o diretor nacional de inteligência de Washington, Dennis Blair, tê-lo definido como "perigoso" para a estabilidade democrática da região.

"Isto é lamentável, porque é mentira", defendeu-se Chávez, que enfrenta uma crise interna devido às decisões do governo de suspender o sinal da TV a cabo Radio Caracas Televisión Internacional (RCTV) e anunciar planos de racionamento de água e energia elétrica.

Ao apresentar seu relatório anual ao Congresso dos Estados Unidos, Blair afirmou que líderes populistas eleitos e que adotam modelos políticos e econômicos autoritários e estadistas são uma ameaça à governabilidade democrática.

Segundo o diretor de inteligência norte-americano, Chávez também é um dos que mais criticam o governo de Barack Obama, além de se opor às políticas do país para a América Latina.

Caracas e Washington mantêm contínuas disputas em temas políticos, sendo que a mais recente envolve o acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos.

O documento, assinado em 30 de outubro do ano passado, permite o envio de um contingente de até 1.400 norte-americanos para operar em sete bases colombianas e é visto como uma "ameaça" para a paz e para a soberania da América do Sul.

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