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11/02/2010 - 20h38

Em Guayaquil, opositores fazem marcha contra governo do Equador

ANSA
QUITO, 11 FEV (ANSA) - Milhares de manifestantes saíram hoje às ruas de Guayaquil, cidade que fica na região oeste do Equador, para protestar contra o repasse de verbas do governo nacional aos municípios do país, que consideram injusto.

A marcha foi convocada pelo prefeito da cidade, Jaime Nebot, uma das principais figuras da oposição equatoriana.

Nove quadras da avenida 9 de Octubre foram fechadas para construir a estrutura do ato, com palcos, alto-falantes e telões. A concentração foi transmitida ao vivo no site oficial da cidade de Guayaquil, situada a 270 quilômetros da capital Quito.

Dirigindo-se aos manifestantes, Nebot ressaltou a necessidade de "acabar com a ditadura, mas não com o presidente" Rafael Correa, seu adversário político.

"Vamos agir e lutar juntos até acabarmos com a ditadura, não com o presidente", disse o prefeito.

O político relatou que, durante a marcha, algumas pessoas solicitaram a ele que a sede da representação do governo nacional em Guayaquil fosse queimada. Além disso, houve pedidos para "derrubar" o presidente.

"Não somos vulgares e incendiários de edifícios, nem golpistas, mas nem por isso somos covardes", afirmou Nebot.

"Queremos para Guayaquil e para o Equador liberdade, democracia real e respeito a nosso modelo de desenvolvimento local", disse ele. "Queremos êxito, e não fracasso à venezuelana", complementou.

Em Quito, o presidente Correa, que viajou hoje a Cuba para operar um dos joelhos, disse por sua vez que o país "vive uma democracia plena".

"No Equador se vive em democracia plena e total liberdade de expressão, inclusive para aqueles que abusam dessa democracia e dessa liberdade", afirmou o mandatário, em declarações dadas já na base aérea da capital.

Correa ponderou, contudo, que "a liberdade deve estar acompanhada da responsabilidade", porque "do contrário se torna libertinagem, o que leva à anarquia, à barbárie e à destruição".

Em Guayaquil, os manifestantes também lembraram a viagem de Correa, pedindo a ele que "fique em Cuba".

"Este presidente transtornado vem aqui dizer que Guayaquil é uma cidade desigual. Qual é seu modelo de igualdade? Qual é seu patrão? [Hugo] Chávez?", indagou o prefeito Jaime Nebot.

"Não queremos ser Caracas. Se ele [Correa] gosta de Caracas, que vá para lá ou que fique em Cuba", prosseguiu o opositor. "Que fique lá, onde está ajoelhado ante o ditador Fidel [Castro]."

Esta é a terceira marcha convocada recentemente em Guayaquil contra o governo nacional. As duas anteriores ocorreram em março de 2007 e janeiro de 2008.

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